O diretor de futebol do Inter, Luís César Souto de Moura, participou ao telefone do programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha, e falou sobre questões polêmicas relacionadas às finanças do clube. O dirigente garantiu que o Inter não pediu antecipação do pagamento dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro e ainda comentou a respeito da redução das receitas do clube, com a impossibilidade de utilização do Beira-Rio em boa parte de 2013.
— Não houve nenhuma antecipação de receita. O Inter foi um dos últimos clubes a assinar o contrato de direito de transmissão. Esse contrato prevê o pagamento de luvas imediatas, logo da assinatura. Algumas pessoas entendem que o recebimento de luvas, que é uma prática corriqueira, seria um adiantamento de receita. Nós não entendemos assim — disse Souto de Moura.
— É uma discussão mais política do que contábil, financeira ou econômica. A questão foi levantada por dois conselheiros fiscais, contrários à opinião dos outros seis. A questão vai ser melhor discutida no Conselho em relação ao que foi realmente praticado — completou.
O dirigente ainda comentou sobre as reduções de receita que o Inter terá em 2013, em função da impossibilidade de atuar no Beira-Rio. Souto de Moura lembrou que o orçamento deste ano foi apresentado e aprovado pelo Conselho Deliberativo, apesar de críticas em relação à queda de arrecadação.
— O orçamento foi aprovado. Ele teve alguns reparos em relação à redução de receita do Inter. É uma redução em vários pontos. Tem uma de R$3 milhões, por exemplo, em placas de publicidade. Esses R$3 milhões foram retirados porque o Inter não vai ter o estádio. Não tendo, vai ter uma queda de publicade, de patrocínio. Tem uma série de perda de receitas com a inviabilidade do Beira-Rio. Alguns conselheiros entendem que o clube tem que dar um jeito de ter uma receita igual, mesmo nessas circunstâncias — concluiu.













