Folha enxugada08/01/2013 | 15h57

Souto de Moura diz que saídas de jogadores deixam Inter mais forte para resistir a investidas por Damião

Dirigente diz que o clube analisa vários fatores além do valor da negociação para determinar o futuro do jogador

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Souto de Moura diz que saídas de jogadores deixam Inter mais forte para resistir a investidas por Damião Marcelo Oliveira/
Inter não analisa apenas valores em uma possível negociação por Damião Foto: Marcelo Oliveira

A cada janela de transferências, pipocam rumores de uma possível saída de Leandro Damião do Inter. Nesta terça-feira, o site inglês Goal.com noticiou que o Tottenham prepara uma proposta de R$49 milhões pelo centroavante.

Segundo o diretor de futebol do Inter, Luís César Souto de Moura, o Inter não avalia apenas o valor de uma transação para decidir se vai adiante em uma negociação. O dirigente ainda afirma que as recentes saídas de atletas como Bolívar, Guiñazu e Dagoberto deixam o clube mais forte para resistir a possíveis investidas do futebol europeu por seu artilheiro.

— Essa questão de valores é muito complicada e relativa. Quando o Oscar foi negociado, era a transação mais cara da história do futebol brasileiro. Depois, venderam o Lucas (do São Paulo ao Paris Saint-Germain) e essa negociação passou a ser a mais cara. Recentemente, li uma crítica à negociação do Oscar, como se tivesse sido prejudicial ao Inter — afirmou.

O valor de R$49 milhões mencionado pela reportagem veiculada na imprensa inglesa não impressiona Souto de Moura. Ele lembra que outros fatores, como as condições de pagamento, são importantes na avaliação do negócio.

— Virtualmente, todo o jogador é negociável. O quanto o clube vai lucrar nesse negócio, como serão as condições de pagamento, isso tem que ser avaliado. Tem que ver quanto vai ser pago no momento da transação, se vai ser parcelado. Isso só pode ser avaliado se recebermos uma proposta oficial — ressaltou.

A folha salarial colorada enxugou no início de 2013 com a saída de jogadores importantes do elenco, como Dagoberto, Guiñazu e Bolívar. A economia deixa o clube mais forte para negar propostas por seus principais jogadores na janela de transferências.

— As saídas nos deixam mais fortes, claro. O que nos deixa mais à vontade, também, é a convicção na utilidade do jogador — concluiu.

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