Impasse09/01/2013 | 15h05Atualizada em 09/01/2013 | 16h32

Funcionários da reforma do Beira-Rio param e se reúnem com a AG

Paralisação de alguns trabalhadores começou nesta quarta-feira

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Funcionários da reforma do Beira-Rio param e se reúnem com a AG André Baibich/Agência RBS/
Brigada Militar intermedia reunião entre funcionários e representantes da AG Foto: André Baibich/Agência RBS

Funcionários que trabalham nas obras do Beira-Rio pararam nesta quarta-feira e reivindicam melhores salários. Segundo a Andrade Gutierrez, o problema é apenas com alguns dos trabalhadores e as obras não estão totalmente paralisadas. AG e representantes dos trabalhadores estão reunidos com a mediação da Brigada Militar desde as 14h desta quarta-feira.

Conforme um representante dos funcionários, que não quis se identificar, os trabalhadores querem um aumento de 60% e exigem que o pagamento seja feito de forma quinzenal. No entanto, segundo o mesmo representante, a Andrade Gutierrez teria oferecido 15%. Cerca de 30 pessoas estão na frente da entrada do alojamento localizado na Padre Cacique, logo após o Beira-Rio. Outra solicitação é o aumento do vale-alimentação, atualmente em R$ 160, para R$ 250.

Brigada Militar intermedia negociações

A Andrade Gutierrez foi até o alojamento dos trabalhadores, próximo ao Beira-Rio, para negociar. A Brigada Militar foi chamada para intermediar, já que havia um temor que os funcionários depredassem os alojamentos. Neste momento, acontece uma reunião entre representantes da AG, dos funcionários da obra e da BM. Cerca de dez policiais estão do lado de fora e aguardam o desfecho da negociação.

Trabalhadores reivindicam por melhores condições de trabalho

O carpinteiro Edson dos Santos veio de Sergipe para trabalhar nas obras do estádio do Inter. No entanto, a proposta feita pela empresa Andrade Gutierrez não está de acordo com o prometido aos funcionários.

Segundo Edson, a carga horária ultrapassa 8 horas e o tempo extras não é pago. Além disso, os funcionários que encerram o expediente às 19h não recebem janta, atitude reclamada pelos peões.

— No total, não conseguimos tirar R$ 1,3 mil. Antes de chegar aqui, a empresa nos propôs R$ 2,2 mil com horas extras.

O Secretário Geral do STICC (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Porto Alegre) , Gelson Santana, apoia a paralisação e lamenta o descaso das grandes empresas em relação aos trabalhadores da área. 

—  É um desrespeito o que fazem. Os trabalhadores correm de outros estados para garantir sustento de suas famílias e são enganados. Precisam de qualidade de trabalho, coisa que não está ocorrendo no Beira-Rio — afirma.

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