As obras do Beira-Rio estão paradas. A greve de funcionários que reivindica aumento salarial envolve os mais de 900 trabalhadores da reforma do estádio. Após uma reunião de mais de três horas entre a AG, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Estado do Rio Grande do Sul (Siticepot) e representantes dos funcionários, as propostas da construtora foram rejeitadas e a greve segue.
No início da tarde desta quarta-feira, cerca de 50 operários iniciaram a paralisação. Eles bloquearam os portões que separam o alojamento dos trabalhadores do canteiro de obras, na tentativa de impedir os colegas que não aderiram à greve de trabalhar.
Neste momento, a Brigada Militar foi acionada e retirou os manifestantes do local. Assim, parte dos funcionários seguiu trabalhando normalmente. Depois da ação policial, iniciou a negociação entre uma comissão de operários, o Siticepot e um representante da construtora.
Os trabalhadores pedem 15% de reajuste salarial, antecipação de vencimentos no dia 20 de cada mês, aumento do vale-refeição, liberação mais frequente para viagens de funcionários não residentes em Porto Alegre e pagamento integral da hora extra.
Na reunião, a Andrade Gutierrez apresentou proposta para três desses itens. A construtora comprometeu-se a aumentar o valor do vale-refeição de R$160 para R$180, antecipar 40% do salário todo dia 20 e liberar os trabalhadores que não residem em Porto Alegre para viagens a cada três meses.
Os funcionários não aceitaram as propostas da AG e decidiram permanecer paralisados. O impasse principal se dá na questão do reajuste salarial de 15% pretendido pelos trabalhadores.
Não há previsão do retorno aos trabalhos no Beira-Rio. Funcionários que se aglomeraram na entrada do alojamento, na Avenida Padre Cacique, prometeram paralisar a via se não houver acordo até o início da tarde de quinta.












