Grande vencedor da eleição para o Conselho Deliberativo do Inter no sábado, Luiz Antonio Lopes trabalha internamente para que a próxima assembleia do clube — ainda sem data definida — debata a redução da cláusula de barreira.
Defendendo que o percentual de 15% dos votos válidos é o índice suficiente para que os candidatos ao cargo diretivo do clube tenham direito de ser votados, Lopes acredita que teria sido eleito o presidente do Inter caso tivesse superado os 25% exigidos pelo estatuto do clube para ir a segundo turno na eleição de 8 de novembro.
— A participação do associado foi reduzida pelo fato de não haver disputa presidencial — avalia.
A Chapa 1, da situação, sai desprestigiada do pleito. Nomes importantes e reconhecidos pelo trabalho no clube, como o vice-presidente da atual gestão, Dannie Dubin, ficaram de fora do Conselho. Da renovação de 150 lugares no Conselho Deliberativo, a oposição ficou com 112. A situação teve apenas 38 eleitos. Com 6.782 votos, a votação pela internet superou o número de votos presenciais, que teve 4.959. Ao todo, 11.741 sócios colorados participaram do pleito.
No momento em que o presidente da comissão eleitoral, Carlos Eduardo Richinitti, divulgou o resultado da eleição, a Chapa 2 festejou com o coro de "O campeão voltou", em alusão a Vitorio Piffero, campeão de duas Libertadores e um Mundial à frente do Inter. Em resposta, alguns integrantes da chapa 1, que apoia o presidente Giovanni Luigi, passaram a gritar "O Mazembe voltou", referindo-se à derrota no Mundial de Clubes de 2010.
— O presidente Giovanni tem de ler a derrota da Chapa 1 como um alerta de que a torcida não está satisfeita — advertiu Vitorio Piffero, integrante e principal nome da chapa de Lopes.













