As peças do jogo de xadrez no qual se transformou a política do Inter voltarão a se movimentar neste sábado, a partir das 9h, quando a eleição para a renovação de 150 cadeiras no Conselho Deliberativo do clube terá início. Em jogo, a sucessão de Giovanni Luigi, em dezembro de 2014.
Seis chapas disputam a preferência dos associados. Cinco delas são de oposição. São esperados pelo menos 20 mil votos — metade deles votando pela primeira vez pela internet — e os demais nas 40 urnas eletrônicas do Gigantinho. A cláusula de barreira é de 15%, que representa 23 conselheiros. A chapa que não atingir o percentual mínimo não conseguirá renovar qualquer conselheiro ou conquistar uma nova cadeira.
O novo Conselho, que surgirá a partir das 20h deste sábado, deverá ter na maioria das cadeiras representantes de movimentos de oposição. Na eleição em primeiro turno, que reelegeu Giovanni Luigi sem que o pleito fosse para o associado, a situação fez 166 votos contra 144 das oposições (80 votos da candidatura de Luiz Antonio Lopes e de Vitorio Piffero e 64 votos do Convergência Colorada) no Conselho Deliberativo. Agora, com a provável mudança no cenário do deliberativo colorado, a primeira batalha a ser travada no Conselho será a redução da cláusula de barreira para a eleição presidencial, dos atuais 25% (ou 87 votos) para 15% (52 votos).
O anúncio do novo departamento de futebol, mais as contratações de Dunga e de Paulo Paixão, poderão fazer com que a situação melhore a sua votação junto aos associados. As principais chapas, a da situação, a de Vitorio Piffero e a do Convergência Colorada, realizaram incursões a diversos consulados do clube no Interior nas últimas semanas, em busca dos votos dos associados.
Veja mais: Conheça as chapas que disputam a eleição do Conselho do Inter
Como as uniões de facções políticas para a eleição presidencial são as mesmas para o pleito no Conselho, o quadro político dos principais movimentos do clube também deverá se manter. A Arca (os sete grupos que comandam a situação, liderados pelo Movimento Inter Grande, de Fernando Carvalho) trabalhará nomes como Marcelo Medeiros e Luciano Davi à sucessão de Luigi. Já Vitorio Piffero se fortalece à frente da nova oposição, enquanto o Convergência Colorada tentará, enfim, assumir o protagonismo no Conselho.
A Origem
A nova formatação do Conselho Deliberativo começou no racha da situação em 2010. Sem acordo entre as correntes que defendiam a candidatura de Giovanni Luigi com as que desejavam ver Pedro Affatato na presidência, o grupo que governava o Inter desde 2002 acabou se dividindo. Luigi, Affatato e Sandro Farias, do Convergência Colorada, concorreram para presidente e, com o apoio de Fernando Carvalho, Luigi foi o vencedor.
Esse episódio mais a opção da reforma do Beira-Rio para a Copa do Mundo com a parceria da Andrade Gutierrez, em vez das obras com recursos próprios, levou Vitorio Piffero, Luiz Antonio Lopes, Pedro Affatato e boa parte da antiga administração do Inter para a oposição — onde, até então, o Convergência surgia como a representação mais significativa.
O grupo de Piffero e o Convergência chegaram a conversar sobre uma possível união para fazer frente à Arca, sem sucesso. Esbarraram em questões programáticas e até mesmo na divisão de cargos, em caso de vitória contra Luigi na eleição presidencial de novembro. Com a oposição dividida, a situação conseguiu a reeleição sem o voto dos associados.
OS NÚMEROS DA ELEIÇÃO
O Conselho Deliberativo do Inter tem 346 conselheiros.
Dessas cadeiras, 46 não são renováveis, por pertencerem a ex-presidentes, grandes beneméritos e conselheiros com mais de 30 anos no Conselho Deliberativo.
A eleição deste sábado renovará 150 cadeiras do Conselho.
15% dos votos válidos é a cláusula de barreira. As chapas que alcançarem a cláusula garantirão 23 cadeiras no Conselho Deliberativo.
O TRE liberou 40 urnas para a votação no Gigantinho.
59.801 sócios estão aptos a votar. Destes, 10.079 fizeram a opção de registrar sua escolha pela internet.
20h é a previsão da divulgação do resultado
SERVIÇO: Como votar
1) Voto presencial
O voto presencial será exercido no Ginásio Gigantinho, assim como nos anos anteriores, através de urnas eletrônicas cedidas pelo Egrégio Tribunal Regional Eleitoral, com participação e assistência, sempre que possível, de técnicos e funcionários especializados da Justiça Eleitoral.
No ato de votar presencialmente, o associado será identificado pela carteira social, desde que provida de fotografia, ou documento de identidade civil também provido de fotografia, de modo a não ensejar qualquer dúvida.
2) Voto pela Internet
Os sócios optaram por esta modalidade (o prazo de opção encerrou em 01/12/2012) e receberam um e-mail, onde consta um link que deverá ser utilizado no dia da votação.
Este link possui uma chave de acesso criptografado, e estará liberado somente no dia 15/12/2012, durante o horário da votação. Nesse dia, no momento de votar, o sócio informará alguns dados cadastrais, de modo a permitir certeza de que é ele que está votando. O processo todo é extremamente simples e seguro.









