Bem menos exaltado em comparação à rodada anterior — quando declarou o polêmico "eu pulo da barca", referindo-se à crise que vive o Inter —, o meia Andrés D'Alessandro destacou uma vez mais, ao deixar o vestiário colorado na direção do Beira-Rio, que o empate sem gols diante do Grêmio deve ser valorizado.
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D'Alessandro não escondeu que o objetivo era vencer a partida. E destacou a campanha do Grêmio no Campeonato Brasileiro, além dos jogadores comandados por Vanderlei Luxemburgo.
— O primeiro objetivo era fazer um bom jogo e tomar alguns cuidados porque temos que reconhecer que o Grêmio fez uma campanha muito boa, tem um time muito bom, com jogadores de qualidade. Durante cinco ou 10 minutos, nos acomodamos. Mas depois conseguimos reter a bola e equilibramos o jogo. Acabamos jogando melhor no primeiro tempo — avaliou.
Sobre a etapa complementar, D'Alessandro reiterou que o time cumpriu o objetivo devido às circunstâncias (as expulsões de Muriel e Damião, logo no início).
— No segundo, tivemos alguns contra-ataques e escanteios, mantivemos a posse de bola, que serviu para tirar o time de trás. O objetivo foi cumprido. Claro que queríamos a vitória, mas não perder, por tudo o que apresentou este jogo no Olímpico, o que representa para a história do Inter e irá representar para a história do Grêmio, valeu — complementou.
Questionado sobre o "pulo da barca", o meia respondeu de maneira bem-humorada. Disse que, se pudesse, levaria para casa os cartazes divulgados pela torcida gremista.
— Nem sei por que usei esse termo. Acho que foi porque alguém falou durante a semana. Se eu tiver que sair, vou sair bem porque acho que mereço. Vai ser muito triste o dia em que isso acontecer porque já são quatro anos e meio aqui. Me emociono. São muitos títulos e muitas coisas feitas. E muitas para fazer também — falou.
Ele acredita que, no fim das contas, provocações desse tipo fazem parte do folclore do futebol.
— Eu fico rindo, mas com respeito. Faz parte do folclore. Eu tenho muito respeito pelo torcedor do Grêmio e eles, no fundo, também me respeitam muito. Sempre falei bem deles. Existe uma rivalidade muito grande entre nós, e vou defender até à morte a minha camisa colorada, que é o que me faz feliz. Depois, na rua, vou respeitar qualquer um.
Depois do Gre-Nal, o objetivo traçado para os próximos 30 dias é aproveitar ao máximo as férias ao lado da esposa, dos filhos, dos pais e do irmão.
— O futebol é muita força, muita dedicação, muito tempo fora de casa. Temos que valorizar este próximo mês. Tento me doar ao máximo em campo. Agora, vou ter que me doar em casa, para a minha família — ressaltou, antes de entrar no ônibus do Inter.








