O técnico Dunga aguarda para a tarde desta segunda-feira um contato do presidente Giovanni Luigi para definir a negociação e ser anunciado como novo técnico do clube. Segundo o tetracampeão, Luigi não fala com Juarez Rosa, advogado que responde pela negociação pela parte de Dunga, desde sexta-feira pela manhã. A proximidade com o Gre-Nal derradeiro do Olímpico esfriou a conversa entre as partes, mas o contrato está adiantado e já consta até mesmo a comissão técnica e o organograma de trabalho definidos.
— Eu não sou melhor nem pior que ninguém, apenas sou diferente. Sou um pouco japonês antes de assinar qualquer coisa. Discuto tudo antes — avaliou o ex-volante.
— Podem ser pequenas questões, detalhes, mas não são coisas que se definem da noite para o dia — completou Dunga.
Dunga negou que tenha feito um pedido salarial astronômico — as cifras seriam de R$ 600 mil — e repercutiu a declaração do presidente do Inter deste domingo, que disse não fazer absurdos e comprometer as finanças do clube para a próxima temporada. Luigi disse que se ele, presidente, não zelasse pelos cofres do clube, "quem iria fazer?". Entretanto, completou a afirmação com uma frase reticente: "tivemos duas excelentes conversas até então. Quem sabe, vamos retomar nesta segunda."
— Não só comigo, mas com todo mundo ele tem de ter essa percepção — resumiu o ex-treinador da Seleção Brasileira.
Nesta segunda-feira, surgiu a informação na imprensa do centro do país de que o futebol do Catar teria feito uma oferta irrecusável a Dunga. O capitão do Tetra mostrou-se bastante desconfortável a respeito deste fato novo e chegou a declarar que o vazamento das notícias — não apenas por parte de pessoas de dentro do Inter — ocorre pois "tem muita gente lá dentro que está fora do negócio e quer se infiltrar".
— Os caras (jornalistas) estão chutando tudo. A única verdade é que vou pegar eles como meus procuradores — concluiu Dunga, descartando qualquer outra negociação que não com o Inter.













