Na reserva de Philip Lahm no Bayern de Munique desde uma lesão no tornozelo, o lateral-direito Rafinha aparece como alternativa do Inter para a posição. Ex-Coritiba e ex-Schalke 04, o camisa 13 do clube alemão conversou por telefone com Zero Hora em meio ao trajeto entre Munique e Augsburg — o Bayern enfrenta o FC Augsburg pela Copa da Alemanha nesta terça-feira.
Com contrato até o início de 2014, Rafinha declarou que ainda não foi contatado pelo presidente Giovanni Luigi, mas que, aos 27 anos, já pensa em um retorno ao Brasil — além de mostrar interesse em ser comandado novamente pelo técnico Dunga.
— Os dois lados se conhecem, facilita bastante — resumiu o lateral-direito.
Zero Hora — Te agradaria voltar ao Brasil?
Rafinha — Penso em retornar daqui uns dois, três anos. Fecharia 10 anos de Europa, estaria com 30 anos. Acho que é um bom tempo para atuar por aqui.
ZH — O Inter está sem lateral-direito e teria interesse em você.
Rafinha — Até agora ninguém me falou nada, nem conversaram com meu empresário. Fico feliz com a lembrança, claro. Estou feliz aqui no Bayern. Estou entrando em alguns jogos, mas a lesão que tive me prejudicou um pouco. Sei de meu potencial, mas o Lahm é capitão da equipe, ídolo do Bayern.
ZH — Estar entre os reservas faria com que você antecipasse a volta ao Brasil?
Rafinha — Não posso dizer que sim, mas o futebol é muito dinâmico. Tenho de analisar bem, pois estamos em meio à temporada e o Bayern não tem o costume de negociar jogadores enquanto os campeonatos acontecem.
ZH — Seria fácil para o Inter te tirar do Bayern?
Rafinha — Aqui não tem isso de oferecer grana e o clube aceitar ou negar. Se o jogador quiser ir embora, ele chega na diretoria e diz que quer ir. O Inter é um clube dos maiores do Brasil, tem respeito internacional. Teria de analisar com carinho.
ZH — Dunga disse na apresentação que o Inter tem de apostar em laterais e atacantes de velocidade.
Rafinha — Sou muito grato ao Dunga, me levou para a Seleção. Tive o prazer de ser comandado por ele. Sou grato a ele para o resto da vida por ter realizado meu sonho de ir para a Seleção. O fato de ter trabalhado com Dunga facilitaria muito (caso fechasse com o Inter). Os dois lados se conhecem.













