As chances do Inter de chegar à próxima Copa Libertadores são praticamente nulas. Diante deste cenário, fica difícil apontar um objetivo concreto para a equipe daqui até o final do Brasileirão. Se há uma partida que pode ser apontada como uma decisão para o time, por sua importância histórica, é o Gre-Nal que marcará o último jogo do Estádio Olímpico.
O zagueiro Juan chegou em meio à temporada a Porto Alegre, mas já entendeu o peso que o clássico tem. Ele reconhece que a partida do dia 2 de dezembro tem um tempero a mais, pela possibilidade de arrancar uma vitória na despedida da casa do rival histórico.
— Vai ser um jogo mais especial do que geralmente é. O Gre-Nal é sempre muito sentido aqui na cidade e, por ser o último jogo do Olímpico, com certeza vai ser um jogo que a gente vai se empenhar ao máximo, assim como vamos fazer nos outros. É um campeonato à parte, todos sabem que o clássico é assim. Quando chegar o momento, vamos tentar de tudo para conseguir a vitória — afirmou.
O zagueiro desembarcou no Beira-Rio no meio de julho, após um longo período no futebol europeu, onde defendeu equipes da Alemanha e Itália. Juan se diz em "período de readaptação" e admite que as lesões e a queda de rendimento do Inter atrapalharam seu desempenho.
— Eu sabia que esse início seria difícil. Eu não esperava a queda de rendimento da equipe, que prejudicou. Não esperava a lesão que eu tive, que também deu uma freada. Espero que eu possa participar dentro do grupo nesses jogos que faltam até o final do ano. Ano que vem é começar do zero, fazer a pré-temporada junto com todos — projetou.
Juan voltou ao futebol brasileiro com a esperança de lutar por grandes objetivos, junto com um Inter de plantel recheado de estrelas. Agora, longe da ponta da tabela do Brasileirão, ele reconhece a decepção pelos insucessos do time na temporada, mas justifica a campanha pelos desfalques com convocações e lesões de jogadores importantes.
— A decepção é para todos nós, não só para mim. Mas a gente sabe o que aconteceu este ano. Nós tivemos muitos problemas de lesões e convocações. Perdemos muitos jogadores importantes. Foi uma situação atípica. O pessoal que está lá na frente não perdeu tanto com as seleções. Não foi por falta de qualidade ou de trabalho, acho que aconteceram algumas coisas que prejudicaram nosso desempenho — concluiu.







