Um dos grandes problemas no Inter na temporada foram os desfalques. Por vezes, porém, reforços no próprio grupo de jogadores ficaram impossibilitados de atuar por conta do limite de apenas três estrangeiros que podem participar de um jogo em competições nacionais. Apesar de iniciar o processo, o clube gaúcho não deu prosseguimento ao pedido de naturalização do volante Guiñazu e vai rever a situação dos estrangeiros do elenco.
No início do ano, a diretoria cogitou a dupla nacionalidade para que o camisa 5 não ocupasse uma vaga de estrangeiro. Assim, Bolatti poderia jogar ao lado de Dátolo e D'Alessandro. Para o seguimento do Brasileirão, porém, o problema aumentou com a contratação de Diego Forlán. Titulares absolutos, D'Ale, Guina e Forlán quase não deram chances para Dátolo e Bolatti.
— Nós cogitamos essa situação do Guiñazu. Mas depois vimos que demoraria muito tempo para tomar as medidas legais, com os órgãos. Seria de quatro a seis meses. Então deixamos de lado. A partir disso vamos analisar a situação dos estrangeiros — disse o vice de futebol Luciano Davi, indicando uma saída de ao menos dois dos gringos.
O próprio Guiñazu não se opõe a se tornar brasileiro. Mas deixou o assunto com a diretoria colorada, que preferiu não avançar nas negociações. Tomaria o mesmo caminho que Sorondo, que se naturalizou enquanto jogava no Inter. O argentino está no clube gaúcho desde 2007.
Tanto Dátolo quanto Bolatti são avaliados como jogadores que têm mercado. O próprio meia quase foi contratado pelo Vasco e pelo Grêmio antes de chegar ao Beira-Rio. Bolatti foi pretendido por Independiente em dado momento da temporada. Uma negociação por ambos não é descartada por dirigentes.













