Versões19/11/2012 | 11h56Atualizada em 19/11/2012 | 12h17

"Ele disse que não iria jogar pois tinha um compromisso", diz Luigi sobre Bolívar

Presidente do clube alega não ter conversado com o zagueiro e resolverá o caso internamente antes de se pronunciar

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"Ele disse que não iria jogar pois tinha um compromisso", diz Luigi sobre Bolívar André Baibich/ Agência RBS/
"Meu objetivo é permanecer, mas se tiver outras propostas, tenho de sentar com a direção", disse Bolívar Foto: André Baibich/ Agência RBS

Um duelo de versões. Assim está o caso Bolívar após a entrevista de Fernandão na noite deste domingo, momentos depois de perder para o Corinthians por 2 a 0 — a terceira partida consecutiva no Brasileirão. O treinador, quando questionado a respeito de o jovem Romário estar entre os relacionados, declarou que Bolívar havia sido chamado para o confronto contra os paulistas e teria se negado a fardar.

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O camisa 2 seria suplente mas, de acordo com o presidente Giovanni Luigi, falou para Fernandão que tinha um compromisso. Nos bastidores, fala-se que Bolívar viajou para o Litoral — o que rendeu piadas e brincadeiras nas redes sociais. Amanhã, o jogador será comunicado que trabalhará em separado, em Alvorada. Fernandão, ao que tudo indica, será comunicado de seu desligamento do cargo de treinador.

— Ele disse que não iria jogar pois tinha um compromisso. Ainda não ouvi a versão dele, mas pretendo tratar tudo internamente. Após isso, irei me pronunciar — resguardou-se o presidente Giovanni Luigi.

Na manhã desta segunda-feira, em entrevista à Rádio Guaíba, o zagueiro foi categórico ao afirmar que jamais negou-se a jogar. Disse mais: que em seu contrato não tem cláusula sobre titularidade e que a opção do treinador tem de ser respeitada. Entretanto, quando perguntado se Fernandão faltou com a verdade, não afirmou positivamente.

— Meu objetivo é permanecer, mas se tiver outras propostas, tenho de sentar com a direção. Acho que o Inter é muito grande. Não pode se desviar o foco em um jogador com a grandeza que tem o Inter. Temos de acertar as coisas dentro de campo. Jamais me neguei a jogar — resumiu Bolívar.

O empresário de Bolívar, Neco Cirne, afirmou que não ouviu a entrevista de Fernandão. Foi avisado das declarações por um telefonema de um funcionário do clube. Disse que, ainda que Bolívar tenha sido convocado para a partida , o técnico passou a culpa pela situação do time ao ex-capitão.

— O Bolívar não mente, não é vaselina. Se tiver de dar um peitaço no D’Alessandro, ele dá, para o bem de todo mundo. Tem pessoas ali dentro que são vaselina. O Bolívar não foi para o banco. É um problema? Não é ele quem resolve o jogo, quem está jogando está caminhando. Até minha filha de cinco anos sabe disso — explodiu Cirne.

Amanhã, segundo o empresário, Bolívar se reapresentará normalmente. Se as declarações prejudicarem a imagem do zagueiro, promete tomar medidas além do vestiário para recuperar "a conduta e o moral" do jogador. Neco Cirne lembrou que o contrato do zagueiro com o Inter vai até o final de 2013 e que há muito a ser dito além do vestiário.

— Não pode ter mentira no negócio, tem de ter verdade. Se vier à tona tanta coisa será um ventilador sem fim. Mas jamais o Bolívar vai fazer isso porque ele tem um respeito muito grande pelo Inter, pelo Fernando Carvalho e pelo Giovanni Luigi. Como tem pelo Vitorio também. Todos eles sabem da conduta do Bolívar dentro do Inter. Nenhuma pessoa vai abalar a conduta e a moral dele. Isso a gente não pode deixar — concluiu Circe.

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