Após recusar ofertas de seleções e de clubes do Brasil no início desta temporada, o ex-técnico da Seleção Brasileira revelou a Zero Hora, na tarde desta sexta-feira, disposição para assumir o comando de um time de futebol.
Seria a primeira vez que o ex-volante de 49 anos estaria à frente de um grande clube. Com um aproveitamento de 76,6%, o currículo de Dunga consta apenas a seleção nacional, quando venceu a Copa América e a Copa das Confederações, e deixou o cargo após ser desclassificado pela Holanda nas quartas de final da última Copa do Mundo.
O capitão do Tetra conversou com ZH por cerca de 10 minutos e, bem ao seu estilo, foi direto ao revelar que não foi procurado pelo presidente Giovanni Luigi para ser o substituto de Fernandão. Disse, entretanto, que lhe agrada a possibilidade de treinar um time vencedor, com vontade de vencer. Quando perguntado se via no Inter esta característica, resumiu que a atitude de um grupo em campo mostra se ele está com vontade de vencer ou não.
Ao longo da conversa, Dunga foi claro ao afirmar que sua filosofia de trabalho não mudou. A aposta em individualidades é importante, mas estas têm de beneficiar o grupo como um todo. Sobre o trato com medalhões, disse que não precisa barrar jogadores como forma de punição ou destaque de autoridade. Resumiu que a saída de uma ou duas peças em um time de futebol ocorre de forma natural. Que o jogador é inteligente para saber o momento em que será sacado do time. Tudo se resume a união do grupo, comprometimento com os objetivos. Está alinhado com o projeto, é titular. Simples.
O nome de Dunga ganha força no Beira-Rio a partir da iminência das renovações de Abel Braga com o Fluminense e do santista Muricy Ramalho. Ontem, o técnico Cuca, opção bem vista pela direção apesar da rejeição da torcida, afirmou que faltam poucos detalhes para ampliar seu vínculo com o Atlético-MG. Felipão acertará com uma seleção europeia. Vanderlei Luxemburgo teria chegado a um acordo para ser o técnico do Grêmio nos próximos dois anos.
O presidente Giovanni Luigi evita falar em nomes para 2013. Afirma que só irá pensar em treinadores a partir do dia 2 de dezembro, quando o derradeiro Gre-Nal no Estádio Olímpico encerrra o Brasileirão. O futuro de Fernandão segue indefinido no Inter. O treinador disse, no último domingo, que procuraria a direção para conversar sobre seu destino em 2013, mas o contato ainda não foi feito. A tendência é que o atual comandante colorado não permaneça na próxima temporada.









