Clássico a caminho28/04/2012 | 09h06

Portões fechados e foco no Caso Oscar: a preparação tricolor para o Gre-Nal

Luxemburgo não abriu treino e disse que pensa no Inter desde o fim do jogo contra o Canoas, sábado passado

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Portões fechados e foco no Caso Oscar: a preparação tricolor para o Gre-Nal Mauro Vieira/Agencia RBS
Victor é presença certa no gol gremista no clássico de domingo no Beira-Rio Foto: Mauro Vieira / Agencia RBS

Desde o Beira-Rio, no microfone, o técnico Dorival Júnior disse que espera Marcelo Moreno e não Mário Fernandes entre os 11 do Grêmio no clássico. No Olímpico, na sua entrevista coletiva, às 18h20min, Vanderlei Luxemburgo não falou sim nem não sobre seu time, suas dúvidas. Não ofereceu respostas. Se tem dúvidas, escondeu. Se tem certezas, mais ainda.

Ele deixou um mistério no ar. Não revelou a equipe ideal. Técnico com uma fileira de títulos regionais e brasileiros no currículo, Luxemburgo se mostrou um técnico normal 48 horas antes de um clássico. Escondeu o time, fechou o treino, não se esforçou para tirar as dúvidas da dúzia de repórteres que o questionou na sala embaixo das sociais do estádio.

A pergunta que ele não respondeu nessa sexta, e talvez não responda nem hoje, é: quem substituirá Léo Gago no meio-campo? Marquinhos é um nome. Ele poderia jogar ao lado de Marco Antonio, com Fernando e Souza mais atrás. Marquinhos conhece a posição, já atuou ao lado dos três companheiros, foi titular e não estranharia a missão.

Afastados por lesões, entregues aos fisioterapeutas por um longo tempo, Marcelo Moreno e Mário Fernandes devem começar no banco. Mas o centroavante tem mais condições de sair jogando do que o lateral. Sem as respostas que todos pediam, Luxemburgo, por outro lado, falou que está ligado no Inter desde às 18h de sábado passado, depois da apertada vitória sobre o Canoas (1 a 0):

— Gre-Nal não tem favorito. É igual, é tradição.

Já mergulhado no clássico, sete dias atrás, Luxemburgo conversou com dirigentes, contatou um, conversou com outro, acompanhou a semana do Inter, se inteirou do caso Oscar, ficou sabendo do nome do árbitro sorteado para o jogo. Resumiu: — Clássico se define no detalhe. O Gre-Nal não será diferente.

Quatro rodas
Com o treino fechado, os torcedores gremistas olhavam as grades e voltavam. As 15h40min, por exemplo, havia apenas 21 torcedores no pátio. Sem poder ver em ação jogadores como Victor, os fãs pelo menos puderam observar a milionária frota (Volvo, Land Rover, Audi, BMW, Toyota) de cerca de 25 carros importados estacionados próximos à entrada do vestiário. Neste sábado, às 16h, no último trabalho com bola antes do Gre-Nal, os torcedores poderão ver de perto seus ídolos.

Caso Oscar
O Grêmio acompanhou à distância, mas com muita atenção, o "caso Oscar". O nome do jogador do Inter entrava em todas as conversas, sexta, no Olímpico. Desde o começo da tarde, os dirigentes gremistas tinham certeza de que Oscar não jogaria o clássico. Não acreditavam na agilidade da CBF em liberar o atleta numa sexta-feira, véspera de um feriadão.

Arbitragem
Entre Leandro Vuaden e Márcio Chagas, o Grêmio preferia o segundo. Gostou do resultado do sorteio da FGF. Os jogadores gremistas gostam das arbitragens de Márcio. Acham que ele respeita e trata bem os atletas e é severo com as jogadas violentas.

Noivo e noiva
Os porto-alegrenses Fabiano Lima, 29 anos, e Maria da Graça Melo, 30, passaram algumas horas no Olímpico nessa sexta. Rodeados de fotógrafos, os noivos fizeram fotos e vídeos para o vídeo de casamento que será mostrado aos convidados. Caminharam pelo pátio, visitaram o museu, aproveitaram a fachada, mas não conseguiram pisar nas arquibancadas. O estádio estava fechado, tarde de treino secreto.

Homens do meio
Fernando (foto), Souza e Marco Antonio são nomes 100% no meio-campo gremista.

Marquinhos ajudaria a proteger a zaga, mas precisaria atender o ataque. Ele sabe passar, lançar e ainda bate bem faltas.



Dicionário paulista
Vanderlei Luxemburgo usou a palavra "rapa-bosta", um termo regional paulista, ao se referir ao mau cobrador de pênalti, o que arrasta o pé na hora da cobrança. Lembrou que, mesmo treinado, às vezes o bom cobrador, o mais qualificado, erra, enquanto que um "rapa-bosta" pode fazer e ganhar um título. Uns repórteres entenderam, outros nem tanto, mas todos riram.

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