Malas prontas26/02/2014 | 21h33

Comitiva de alemães e observação em Montevidéu: os bastidores da venda de Wendell

Bayer pagará 6,5 milhões de euros ao Grêmio e ao Londrina; lateral só sai após a Libertadores

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Comitiva de alemães e observação em Montevidéu: os bastidores da venda de Wendell Gian Petruziello/Twitter, Divulgação/
Após assinatura de contrato, empresário Gianfranco Petruziello postou foto com Wendell em sua conta no Twitter Foto: Gian Petruziello/Twitter, Divulgação

É com a venda de três guris que o Grêmio busca fluxo de caixa e a garantia de salários em dia a seus jogadores. Durante a tarde desta quarta, a transferência do lateral-esquerdo Wendell ao Bayer Leverkusen-ALE, em parceria com o Londrina, foi concretizada. Além dele, o volante Ramiro e o zagueiro Bressan tiveram parte de seus direitos negociados com um grupo de investidores. Mas o trio só deixará a Arena após a Libertadores.

O interesse do Leverkusen em Wendell não foi repentino. O lateral já era monitorado desde dezembro, quando ainda nem era titular no time treinado por Renato Portaluppi. Mas foi com observadores em Montevidéu e na Arena, nos dois primeiros jogos da Libertadores, contra Nacional-URU e Atlético Nacional-COL, que o Bayer resolveu agir.

Com uma comitiva que incluía diretor de futebol, manager e dois médicos, os alemães reuniram-se com a direção do Grêmio na manhã desta quarta e formalizaram uma proposta de 6,5 milhões de euros pelo lateral.

A ideia inicial era de que o jogador viajasse ainda nesta semana para a Alemanha. No entanto, o executivo de futebol Rui Costa foi taxativo: Wendell só sairá após o término da participação do time de Enderson Moreira na Libertadores.

— O Bayer resolveu apostar nele e ofereceu uma situação maravilhosa, irrecusável. Foi também um pedido do Wendell ficar e ajudar o Grêmio na Libertadores — conta o empresário Gianfranco Petruziello, representante do lateral.

Dono de 65% dos direitos econômicos de Wendell em parceria com investidores, o Grêmio vai utilizar o dinheiro obtido na negociação para quitar parcelas de direitos de imagem ainda pendentes com alguns jogadores do elenco.

Em relação aos salários de carteira, Rui Costa garante que não há atrasos. Os débitos foram quitados graças à venda de parte dos direitos de Ramiro e Bressan a um grupo de investidores liderado pelo empresário Giuliano Bertolucci.

— Vendemos parte dos jogadores, garantimos um percentual e antecipamos a receita, recebendo o valor à vista. Isto nos deu fluxo de caixa. Eles permanecem, no pior dos mundos, até o final do primeiro semestre — afirma Rui Costa.

O dirigente diz que as três negociações são vitais para a permanência do principal destaque gremista neste ano: o atacante Luan. Rui Costa confirma o forte assédio pelo jogador de 20 anos. Mas não cogita negociá-lo. Não agora:

— Só temos que vender se algum clube pagar a cláusula rescisória, que é de 60 milhões de euros.

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