Uma reunião nesta terça-feira, na sede do Ministério Público, poderá pôr fim ao impasse criado no setor de arquibancadas da Arena do Grêmio, interditado desde 31 de janeiro. No dia anterior, na partida contra a LDU, pela Libertadores, um grupo de torcedores caiu no fosso durante a avalanche realizada em comemoração ao gol de Elano.
Participarão representantes do Grêmio, Arena Porto-Alegrense (gestora da Arena), Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb), procuradoria-geral do município, comando da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros, além dos promotores de Justiça de Habitação e Ordem Urbanística de Porto Alegre, Fábio Sbardelotto e Norberto Avena.
O Grêmio e a Arena Porto-Alegrense irão propor o preenchimento total da área interditada com mais barras antiesmagamento (gradis). Atualmente, apenas a parte superior contém as proteções. Com isso, mesmo torcendo de pé, a torcida terá seus movimentos limitados, não correndo riscos em uma eventual avalanche. É assim, por exemplo, na Bombonera, estádio do Boca Juniors, em Buenos Aires.
Já o Corpo de Bombeiros insistirá na exigência da instalação de cadeiras no setor. Irá basear sua posição no entendimento do secretário de Segurança, Airton Michels, segundo o qual somente cadeiras eliminam os riscos de forma completa.
— Queremos liquidar logo esta questão. Estou otimista quanto ao acerto. Um detalhe interessante é que não há, na lei, a exigência de cadeiras em todos os setores dos estádios. Em Ijuí (na decisão do primeiro turno do Gauchão, entre São Luiz e Inter), houve até mesmo a instalação de arquibancadas móveis — observa Sbardelotto.
Até o dia 30 de abril, a Arena está autorizada a sediar partidas com um alvará provisório. A partir daí, será necessária a concessão, pela Smurb, do Habite-se Parcial 1, conforme Termo de Ajustamento de Conduta assinado em fevereiro na sede do Ministério Público.








