Desabafo20/03/2013 | 17h06

Odone: "Há um processo de desmonte da imagem da Arena. Isso é péssimo para o Grêmio"

Ex-presidente compara Arena à Ford: "Não foi para a Bahia porque estava com estacas fincadas"

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Odone: "Há um processo de desmonte da imagem da Arena. Isso é péssimo para o Grêmio" Bruno Alencastro/
"Eu não gosto nada do que estou ouvindo", diz Odone sobre relação entre Grêmio e OAS Foto: Bruno Alencastro

Passados três meses de silêncio, Paulo Odone falou. Ele foi além: demonstrou indignação e prometeu conceder entrevista coletiva na próxima semana para confrontar críticos e apresentar um balanço da sua gestão à frente do Grêmio.

Pela primeira vez desde que deixou a presidência do clube, em dezembro passado, ele respondeu à atual direção, liderada por Fábio Koff, que aponta inconsistências e compromissos impagáveis do Grêmio com a OAS, construtora da Arena.

Minutos antes do encerramento da sessão da Assembleia Legislativa, na tarde desta quarta-feira, Odone, deputado estadual pelo PPS, não escondeu o descontentamento ao responder a três perguntas enquanto se deslocava no Plenário. Ele denunciou uma suposta campanha de linchamento do novo estádio gremista e culpou interesses "políticos" e "psicológicos" pelos episódios.

Também comparou a Arena do Grêmio à Ford — que desistiu de instalar fábrica  no Rio Grande do Sul nos anos 90 por desentendimentos com o governo Olívio Dutra —, dizendo que o estádio somente "não foi mandado para a Bahia porque estava com as estacas fincadas".

Zero Hora — O senhor tem acompanhado as polêmicas sobre o contrato da Arena?
Paulo Odone —
Tenho, infelizmente. Ainda não falei sobre isso. Me desculpe, mas não vou falar agora. Vou falar na outra semana, quero concluir a apresentação das nossas contas do balanço do ano passado, quero esperar um desfecho dessa discussão que a diretoria vem fazendo com a OAS. Mas eu não gosto nada do que estou ouvindo. Há quase um processo de desmonte da imagem da Arena. Isso é péssimo para o Grêmio. Eu não me manifesto para não contribuir mais ainda com isso. Vou fazer uma manifestação mais tarde.

ZH — Há tentativas de causar um desgaste de imagem?
Odone — Vou te dar só uma frase. Não conseguiram mandar a Arena embora para a Bahia ou para outro Estado porque ela está muito solidamente estruturada e fincada ali com 86 quilômetros de estacas de concreto. Senão, já tinham mandado, infelizmente.

ZH — A questão é política?
Odone — Eu acho que tem uma questão psicológica, política, tudo. É uma coisa para fazer reflexão.

Ouça o desabafo do ex-presidente Paulo Odone sobre a Arena:

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