O debate sobre o contrato entre Grêmio e OAS chegará ao Conselho Deliberativo. Questões como o aditivo que elevou em R$ 65 milhões os custos de financiamento da Arena e o repasse anual de R$ 41 milhões que é feito pelo clube à Arena Porto-Alegrense serão discutidos em reunião prevista para abril. Os dias prováveis são 9 ou 11.
– Ainda não sei a data, mas vai ter reunião, sim. Estas questões têm de ser discutidas dentro do Conselho. A imagem do clube e da Arena está sendo muito afetada – avalia o presidente Raul Régis de Freitas Lima.
Candidato a presidente na última eleição, junto com Fábio Koff e Paulo Odone, o conselheiro Homero Bellini Jr. lamenta que “a briga política ainda não tenha terminado”:
– São os antiodonistas contra os pró-odonistas. O Grêmio fica no meio, é o marisco da história. A instituição está sendo penalizada.
A discussão pública sobre o contrato é o que mais o assusta. Para Bellini, a polêmica afasta até mesmo investidores interessados em adquirir os naming rights do estádio.
– Quem vai querer comprar se o contrato está envolvido em tanta turbulência? – indaga o conselheiro.
Bellini se diz convencido de que o contrato é bom, mas pode estar sendo mal administrado. E lamenta que uma obra que representava orgulho para a torcida hoje seja apedrejada, “como a Geni” (referência à música Geni e o Zepelim, de Chico Buarque).













