O Grêmio realmente entregará o Olímpico para a OAS e receberá a escritura da Arena em 30 de março. Em reunião realizada na tarde desta quinta-feira, clube e empreiteira trataram de como a transferência das propriedades ocorrerá. A garantia que a troca de chaves se dará no último dia do mês vem de Carlos Eduardo Paes Barreto, diretor superintendente da OAS Arenas.
— A troca de chaves não será prorrogada. Será mantida no dia 30 de março. Nesta reunião, foi tratado o procedimento de entrega da obra e as vistorias necessárias para a troca de chaves entre Arena e Olímpico — afirmou Barreto, que completou:
Carlos Eduardo Paes Barreto (C) concedeu entrevista após reunião nesta quinta
FOTO: Marco Souza
— A Arena está totalmente pronta nas condições previstas no contrato. É importante lembrar que o complexo tem 30 mil m² de área comercial, que não estão finalizadas. Mas todas as áreas necessárias para receber jogos estão prontas.
O dirigente da OAS também não descartou que o Grêmio siga treinando no Olímpico enquanto o novo centro de treinamentos, nas proximidades da Arena, não for concluído:
— Isto tem possibilidade. O CT ainda não está pronto, deve ficar pronto só em maio. É uma questão burocrática, processual. São questões que tratamos na reunião. Existe um cronograma para estas questões transitórias. Somos parceiros por 20 anos, a questão de seguir treinando no Olímpico não tem problema — relatou.
Vice-presidente designado pelo presidente Fábio Koff para tratar da questão, Adalberto Preis afirma que clube e construtora estão buscando um entendimento para que a verba gerada pelo Quadro Social não fique tão comprometida com o projeto Arena.
Atualmente, dos R$ 55 milhões arrecadados anualmente pelo Grêmio, R$ 41 milhões são investidos para garantir a presença do associado no novo estádio.
— Estamos buscando são soluções conjuntas. Há sensibilidade da OAS e do Grêmio para buscar um equilíbrio orçamentário para que o Grêmio possa construir e manter um time vencedor, o que é fundamental para o sucesso da Arena.
Posição corroborada por Carlos Eduardo Paes Barreto:
— A questão é achar a equalização de um orçamento que seja compatível com um time vencedor, honrando as obrigações dos parceiros que investiram no projeto Arena. A gente está debatendo. Assim que chegarmos a alguma conclusão, vamos divulgar — afirmou.













