Sem atenção09/03/2013 | 10h39

Diogo Olivier: Na Venezuela, não se fala sobre o jogo entre Grêmio e Caracas

País vive clima de luto pela morte do presidente Hugo Chávez na última terça-feira

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Quando chegar a Caracas neste sábado, o Grêmio encontrará um país que não faz a menor ideia de que há jogo de Libertadores na terça-feira. Muito menos que o Caracas, principal clube da Venezuela, está envolvido nele.

A capital respira o velório do presidente Hugo Chávez, vitimado por um câncer na última terça-feira.

Milhares de pessoas dormem numa fila quilométrica para dar o adeus ao líder morto. As emissoras estatais transmitem direto o tempo todo. As privadas, de oposição, não o fazem as 24 hora do dia, mas não há como deixar de falar da multidão que não sai da Academia Militar, onde ele está sendo velado. O país decidirá o seu futuro em 30 dias, com eleições presidenciais. Ninguém está muito preocupado com Liberadores, Grêmio, o time do Caracas.

Os jornais nada falam sobre o jogo. Falaram um pouco sobre a partida de beisebol, o esporte nacional, entre Venezuela e República Dominicana, ocorrida esta semana.

Conversei com alguns torcedores do Caracas que encontrei no velório de Chávez. Eles me pintaram um quadro ainda pior do que o relatado pelo Grêmio sobre o gramado. Se chover, vira potreiro.

Ocorre que, por ser um estádio de universidade, joga-se tudo lá: futebol, beisebol, rugbi, até arremesso de peso e dardo. Um horror. Se Luxemburgo e os jogadores reclamam do gramado da Arena, eles que se preparem para o campo do Caracas.

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