Além dos dois gols, Zé Roberto foi a referência técnica do Grêmio. Aos 38 anos, o camisa 10 e capitão disse que o time queria recompensar a torcida com uma boa exibição, principalmente para apagar a má impressão deixada pela derrota contra o Huachipato.
— O mais importante foi o jogo que o Grêmio fez. Precisávamos vencer e convencer. A torcida que veio no jogo contra o Huachipato e estava eufórica pelo time montado. Hoje aconteceu. O time jogou leve e com uma filosofia parecida daquela que tivemos contra o Fluminense. Temos um jogo importante na Venezuela e hoje saímos merecedores por termos feito um grande jogo — disse.
E no dia em que o técnico Felipão convocou a Seleção Brasileira para dois amistosos, Zé Roberto afirmou que espera uma nova oportunidade de defender o seu país em uma Copa do Mundo.
— Há alguns anos eu declarei que não pensava mais em Seleção. Imaginei que meu tempo já havia passado, até pela proposta das comissões técnicas que assumiram desde 2006. Estou em um grande momento com o meu time. Meu pensamento é diferente de alguns anos. Não imaginaria que iria jogar em alto nível aos 38, e que a um ano da Copa do Mundo o Felipão iria assumir e dizer que daria oportunidades a jogadores experientes. Foi um desejo que despertou novamente. Estou vivendo um grande momento. Ser convocado acontecerá naturalmente. Tenho que continuar focado no meu trabalho e continuar o que estou fazendo no Grêmio. Acredito sim que a convocação irá acontecer. Essa nova filosofia se enquadra comigo — defendeu.
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Mesmo depois das duas grandes exibições na Libertadores, contra Fluminense e Caracas, Zé Roberto acredita que o Grêmio ainda não é um dos favoritos ao título da competição. Apesar de eleger Corinthians e Atlético-MG, o capitão gremista projeta que o clube irá chegar forte na disputa.
— É muito precoce falar de título, o nosso time está em crescimento. A nossa equipe precisa de tempo para se adaptar. Estamos em um grande momento e a tendência é melhorar. Ainda não fizemos tudo que podemos em prol do Grêmio. É claro que fica uma grande impressão do jogo com o Fluminense e o jogo de hoje. Eu vejo somente dois times favoritos: Corinthians e o Atlético-MG. O Grêmio é um time que entra para ir em busca do título, mas nós ainda vamos crescer. Temos tudo para brigar. Precisamos manter os pés no chão, é um trabalho recente e sabemos que no futuro podemos ter melhores resultados — avalia.
Independentemente da morte de Hugo Chávez, Zé Roberto não acredita que a comoção nacional com a perda do presidente irá atrapalhar a partida entre Caracas e Grêmio na próxima terça-feira, 12 de março.
— Não, de forma alguma. Temos que estar focados no nosso trabalho. É claro que era um presidente de muito prestígio e a gente lamenta, mas temos que estar focados no nosso trabalho. Precisamos esquecer o extracampo. Temos tudo para fazer um grande jogo e buscar os três pontos na Venezuela, que é o nosso objetivo.













