O Grêmio encomendou a uma consultoria financeira um estudo detalhado do contrato assinado com a construtora OAS, responsável pela construção da Arena. De posse da conclusão do trabalho (até o final do mês), o clube definirá a estratégia a ser adotada em relação às cláusulas que mais comprometem suas finanças.
Apesar dos desmentidos, não se descarta a tentativa do clube de comprar os direitos de exploração da Arena, atualmente em mãos da empresa Arena Porto-Alegrense. Neste caso, seria necessário assumir junto ao BNDES o financiamento de R$ 275 milhões obtido pela construtora junto ao banco para financiar 45% da obra _ o restante foi capital próprio.
O que mais preocupa o Grêmio é o repasse anual de R$ 41 milhões à Arena Porto-Alegrense pelo espaço ocupado por seus associados no estádio. Mesmo que esse valor entre no cálculo dos 65% destinados ao clube na parceria, entrará nos cofres com pesados descontos, sobretudo os de financiamento. Uma das cláusulas do contrato determina que até mesmo o valor recebido pelo Grêmio no rateio de rendas em jogos fora da Arena deve ser repassado à parceira.
O presidente Fábio Koff tem discutido os prejuízos do contrato com os grupos políticos que trabalharam em sua eleição. Segunda-feira, reuniu-se com a direção do movimento Grêmio Acima de Tudo, que é liderado pelo ex-presidente Hélio Dourado, desde o início um crítico da parceria com a OAS. Da reunião, participou o advogado Gladimir Chiele, que, em 2009, após um detalhado estudo do contrato, alertou à direção que seria impossível cumpri-lo sem comprometer gravemente as finanças do clube.








