Destaque na vitória gremista sobre o São José, pelo Gauchão, na noite dessa quarta-feira — quando marcou dois dos cinco gols marcados pelo time de Luxemburgo —, o meia Zé Roberto foi enfático ao afirmar que a Seleção Brasileira ainda não tem um time formado. Mas ressaltou que ainda há tempo para montar uma equipe competitiva para a Copa das Confederações, este ano, e do Mundo, ano que vem.
— Infelizmente, (a Seleção) não tem um time (formado) e jogou contra uma equipe que não é uma das candidatas a ser campeã do mundo ano que vem. (O time brasileiro) Não é favorito porque não tem um time, no meu ponto de vista, embora exista tempo para montar uma equipe, até porque temos bons jogadores — opinou, em entrevista no programa Arena SporTV, do canal por assinatura SporTV.
O meio-campista também falou sobre o Grupo 8 da Libertadores, para o qual o Grêmio se classificou após eliminar a LDU a primeira fase da competição. Na chave, o time gaúcho irá enfrentar o Fluminense, o Huachipato (Chile) e Caracas (Venezuela).
— Não é um grupo fácil. O Huachipato é um pouco mais desconhecido, mas foi campeão chileno. O Caracas eu conheço por ter enfrentado com o Santos, em 2007. O Fluminense tem uma grande equipe — avaliou.
Em seguida, ele falou sobre a estreia:
— Temos confronto já no dia 14 contra o Huachipato, em casa, e depois fora, contra o Fluminense. Acho bom iniciar jogando em casa. É importante começar com uma vitória e depois fazer um bom resultado contra o Fluminense. Isso dá boa possibilidade de sonhar com uma classificação — concluiu.
Confira outros momentos da entrevista de Zé Roberto, concedida na tarde desta quinta-feira:
O Grupo 8
"Teoricamente, fala-se muito que quem deve passar é o Fluminense e o Grêmio, mas sabemos que o futebol precisa ser jogado. Não fica nada no papel. Temos que impor e conquistar vitórias."
Preparação
"Tivemos dois jogos contra a LDU, uma bela equipe. Ficamos praticamente 10 dias nos preparando contra a altitude. Mas passamos para a fase de grupos. Logo em seguida, começou o Campeonato Gaúcho. A comissão técnica e o treinador resolveram fazer, digamos, duas equipes. Uma para disputar Gaúcho, outra para a Libertadores."
Titulares em campo
"Até então, a equipe principal, que iniciou jogando contra a LDU, não tinha atuado (no Gauchão). E ontem (quarta), jogou com praticamente os 11 que jogaram contra a LDU. Foi muito benéfico porque precisamos pegar ritmo. Fizemos uma pré-temporada muito forte, com seguimento no Equador. E hoje estamos nos sentindo muito bem fisicamente. Agora, precisamos dar sequência para o resto da temporada, que é longa."
Brasil x Inglaterra
"Não posso falar da Seleção até porque não vi o jogo. Estávamos treinando no horário do jogo. Infelizmente, (a Seleção) não tem um time (formado) e jogou contra uma seleção que não é uma das candidatas a ser campeã do mundo ano que vem. É uma seleção boa, mas bem inferior a outras que são favoritas, casos da Espanha, da Alemanha e da Argentina. Mas acho que ainda há tempo para arrumar a casa e fazer um grande time. até porque tem bons jogadores."
Seleção não é favorita
"Não é favorito (para Copa das Confederações e do Mundo) porque não tem um time, no meu ponto de vista. Existe tempo para montar o time até porque tem bons jogadores. O novo treinador, embora campeão com a Seleção, assumiu recentemente. No meio deste ano, tem uma competição que, por ser jogada no Brasil, seria importante ganhar o título. Daria mais moral e confiança ao time. O público, hoje, está muito desconfiado, e, em se tratando de Copa do Mundo, a Seleção tem que ter a confiança dos seus torcedores. Não vale muita coisa (a Copa das Confederações), mas vale a confiança, porque a Copa vai ser no Brasil, ano que vem."
Safra de jogadores
"A safra é boa. Na defesa, o treinador tem opções. O Dante fez sua estreia e parecia um veterano jogando. Em alguns lances, foi muito bem. O meio-campo tem muita qualidade. Os atacantes, também. Peças, a gente tem. O que falta é montar a equipe e fazer um time competitivo porque a Copa, mesmo sendo no Brasil, não vai ser fácil. As outras seleções já estão montadas, já vêm com uma base de alguns anos, e estão muito fortes."
Neymar e a marcação
"Se formos analisar os jogos do Neymar no Brasil e contra equipes do Exterior, você vê que ele é um jogador taticamente muito diferente. Joga-se diferente na Europa, a marcação é mais forte, não tem tanto espaço como tem aqui no Brasil. Essa experiência é muito válida para esses jogadores jovens com Lucas e Neymar. Isso vai agregar muito na carreira deles. O Ramires, por exemplo, é totalmente diferente daquele que jogou no Cruzeiro. Agora, ele joga mais solto, marca e ataca. Essa evolução precisa acontecer com esses jogadores mais novos."








