O gol de Elano contra a LDU marcou o fim da avalanche. A última corrida dos torcedores do Grêmio, que provocou a queda de dezenas de torcedores, da arquibancada para o fosso da Arena, teve como resposta a interdição do local onde se localiza a Geral, atrás da goleira.
O local está interditado para a perícia técnica que investiga o acidente e somente será reaberto quando cadeiras forem instaladas naquele setor. Essa definição ocorreu ontem, após reunião da Secretaria de Segurança do Estado com o comando do Corpo de Bombeiros e o da Brigada Militar.
Ainda que o secretário de Segurança, Airton Michels, tenha convocado uma reunião com o Grêmio e com a Arena Porto-Alegrense para a próxima semana, a fim de conversar sobre o futuro do estádio, ele foi incisivo quanto ao setor do estádio: ou instalam-se cadeiras no local ou a área será isolada por tempo indeterminado.
— No que depender da Secretaria de Segurança, aquele espaço não será mais ocupado. Vamos conversar com o Grêmio, mas, se insistirem em manter aquele espaço, o estádio todo será interditado enquanto as cadeiras não estiverem lá. Ninguém mais vai correr riscos — declarou Michels, lembrando que o Corpo de Bombeiros concedeu uma liberação provisória para a Arena, até 19 de fevereiro, quando foi definido que cadeiras seriam instaladas ali.
O próximo jogo na Arena está marcado para 6 de fevereiro, contra o São José. No dia 14, o Grêmio estreará na fase de grupos da Libertadores, em casa, contra os chilenos do Huachipato. Sem tempo hábil para a instalação de cinco mil cadeiras. Assim, caso haja acordo entre a Secretaria de Segurança e o clube, a tendência é que a Arena seja liberada parcialmente: sem o setor da Geral.








