Três ou quatro dias. Este é o tempo previsto pelo preparador físico Antônio Mello para que os jogadores do Grêmio estejam em condições de enfrentar a LDU, aqui em Quito. Nesta segunda-feira, etapa inicial do trabalho, houve pequenos relatos sobre dor de cabeça e leve tonteira, sobretudo de parte do zagueiro Vilson. Algo que Mello, com 30 anos de experiência em trabalhos específicos para combater os malefícios da altitude, considera normal.
— No começo do trabalho, eles estavam um pouco ofegantes, fruto da respiração forçada. No segundo dia, já apresentarão melhoras — projeta.
A melhora é gradual. No terceiro dia, os jogadores já calçarão chuteiras e irão simular situações de jogo. Ao final de uma semana, ainda conforme Mello, já terão as mesmas reações vividas quando atuam em cidades localizadas ao nível do mar.
— Temos conhecimento e experiência para atestar isso — diz o preparador, que trabalhou na seleção sub-20 do Brasil em 1983, quando ela conquistou na altitude do México o mundial da categoria. De lá para cá, foram inúmeras partidas disputadas com ar rarefeito, em clubes como Santos, Cruzeiro e Corinthians.
A vinda antecipada para o Equador é decorrência de um pedido do preparador. Há duas décadas parceiro de Luxemburgo, os dois se entendem pelo olhar. Em dezembro, terminado o sorteio dos grupos da Libertadores, no Paraguai, o técnico já sabia que a permanência em Quito seria prolongada.
— Cada segundo aqui é valioso. Não é só o trabalho de campo, mas também o treinamento invisível, em que cuidamos do sono, alimentação e repouso dos jogadores — destaca Mello.










