Fechado para jogos oficiais desde 2 de dezembro, o Olímpico poderá reabrir seus portões em janeiro e sediar os primeiros jogos do Grêmio como mandante no Gauchão Chevrolet _ Canoas, dia 24, e Santa Cruz, dia 27.
A recolocação das goleiras, ontem, foi o primeiro passo para isso. O próximo será obter junto à Brigada Militar um alvará de liberação do estádio.
O gramado da Arena, ainda sem sua condição ideal para uso (o que só será obtido em 90 dias), é um dos motivos para que o Grêmio volte à velha casa. A grama foi testada no jogo-treino de ontem, contra o Canoas, e voltará a ser avaliada depois da partida contra o Cerâmica, amanhã.
_ Neste momento, o gramado é a questão mais sensível da Arena. Ele ainda não está 100%, mas melhorou muito desde os dois primeiros jogos (Hamburgo e Jogo Contra a Pobreza). Se for preciso, utilizaremos o Olímpico. O mais importante é deixar a Arena em boa condição de uso para o segundo jogo contra a LDU _ explica Eduardo Antonini, presidente da Grêmio Empreendimentos.
Para o jogo contra os equatorianos, dia 30, pela primeira fase da Libertadores, a Arena seria utilizada mediante uma certidão provisória expedida pelos bombeiros, enquanto não é liberado o alvará oficial. O prazo para providenciar o alvará se esgota em 19 de fevereiro. Há quem tema, contudo, que a Confederação Sul-Americana e a CBF, preocupadas com questões de segurança e dificuldades de acesso ao estádio, vetem a utilização do novo estádio contra a LDU. Nesse caso, a volta ao Olímpico viraria obrigação.
O presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto, confirma ter recebido uma consulta informal de Antonini sobre a reutilização do Olímpico. Respondeu que tudo dependeria do laudo da BM.
_ O Olímpico era utilizado até um mês atrás. Não creio que exista empecilho agora, como um algum entulho que possa servir como arma para torcedores. Do ponto de vista de policiamento ostensivo, creio que possa ser liberado _ entende o comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Alfeu Freitas.
Assim, restará a expedição do laudo do 1º Comando Regional de Bombeiros de Porto Alegre, assinado pelo tenente-coronel Adriano Krukoski.
_ Após a inspeção, que precisará ser agendada, sairá um relatório de liberação total, parcial, com restrições ou sem liberação _ explica Krukoski.








