O ex-presidente Paulo Odone se diz alheio ao fato de o Grêmio voltar a jogar no Estádio Olímpico durante o início do Gauchão. Não quer se envolver em questões do clube, pelo menos até a próxima segunda-feira. Odone está envolvido com as lides campeiras na fazenda da família, a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que fica nas entranhas da localidade de Vila Cândida Vargas, a quilômetros de São Borja e que leva o nome em homenagem à mãe de Getúlio Vargas.
— Pela primeira vez em dois anos consegui reservar um período de 10 dias para me dedicar à fazenda. Na época do Grêmio, isso era impossível. Agora, preciso de um tempo, estou por fora dos detalhes da Arena, do Olímpico. Na segunda-feira, falo sobre tudo — prometeu Odone.
Enquanto isso, sua preocupação é com o desmame dos terceiros das vacas da raça red angus. Seus últimos dias têm sido apartando vacas, vaquilhonas e touros em potreiros ao longo da fazenda. Já organizou a inseminação do gado e a transferência de embriões e percorreu os campos em companhia dos veterinários, a bordo de uma camionete:
— Já se foram os tempos em que eu fazia o trabalho na garupa de um cavalo crioulo. Mas, hoje, com as dores nas costas, não dá mais.
A fazenda se localiza encravada no município de Itacurubi, limítrofe a São Borja, Santiago, Unistalda e Bossoróca. Ainda nesta sexta-feira deve embarcar uma carga de boi para o frigorífico e então começará a providenciar o retorno a Porto Alegre. Só então falará sobre a Arena e o Olímpico.













