Designado pelo presidente Fábio Koff para tratar sobre torcidas, Nestor Hein tem um discurso forte contra o financiamento das organizadas. O dirigente acredita que o corte de verba foi o que gerou a confusão no pátio do Olímpico momentos antes da partida contra o Canoas.
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Zero Hora - Que medidas o Grêmio adotará para coibir brigas no jogo contra a LDU?
Nestor Hein - Para o jogo de quarta, o Grêmio e a Arena Porto-Alegrense farão um controle muito rigoroso para não permitir a entrada dos torcedores punidos no estádio. Estamos cadastrando as torcidas, fotografando, pegando número de carteira de identidade. Tudo o que é possível fazer, estamos fazendo.
ZH - O Grêmio cortou os incentivos financeiros para as organizadas?
Hein - Agora é zero verba. Se uma torcida cadastrada, em ordem com o estatuto do torcedor, criar um modelo para se autofinanciar, o Grêmio não fará restrição. Mas dinheiro do cofre do Grêmio para torcida não terá mais.
ZH - O que levou a essa decisão?
Hein - Quando assumimos, adotamos a medida de não distribuir ingresso grátis para terminar com essa história de lideranças de organizadas viverem às custas do Grêmio. O clube não é meio de vida para ninguém a não ser seus funcionários e jogadores. Mas isso é coisa de 15 pessoas. Não é uma expressão numérica de bagunceiros, mas são essas pessoas que estragam todo o espetáculo.
ZH - O corte de verba teria originado essas brigas?
Hein - Em um jogo de quatro mil pessoas contra o Canoas no meio de semana não existe conflito emocional para dar briga. Isso acontece porque não há mais a irrigação de dinheiro para o bolso dessas pessoas que tem interesse em viver às custas do Grêmio.
ZH - Na Arena, o espaço da Geral pode ficar somente com cadeiras?
Hein - A decisão sobre isso é um processo partilhado entre o clube e a Arena Porto-Alegrense. Mas ainda não trabalhamos com a hipótese de colocar bancos em todo o setor. Creio que essas eventuais brigas serão coisa muito rara na vida futura do Grêmio.













