Os dois confrontos envolvendo torcidas do Grêmio antes do jogo contra o Canoas, no final da tarde de quinta-feira, resultaram em 35 pessoas detidas pela polícia no Juizado Especial Criminal (Jecrim) do Estádio Olímpico. As audiências se estenderam até as 2h desta sexta. A Justiça decidiu por afastar os envolvidos de jogos de futebol em Porto Alegre por pelo menos seis meses, em duas medidas. Ninguém foi preso.
KOFF CLASSIFICA CONFUSÃO NO PÁTIO COMO LAMENTÁVEL
A primeira remete àqueles que não possuíam antecedentes, os quais optaram pela transação penal e estão proibidos de entrarem nos estádios da Capital pelos próximos seis meses.
Já os envolvidos que não aceitaram a transação e aqueles que são reincidentes receberam medida cautelar não permitindo o acesso a partidas de futebol até que os processos sejam julgados. Todos os torcedores que participaram das confusões terão que se apresentar, ou na 2ª Delegacia de Polícia (DP) ou no 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), duas horas antes dos jogos e somente serão liberados duas horas após o término do evento.
— Para que eles não brigassem novamente ao comparecer em um local apenas, decidimos dividir metade na delegacia e a outra metade no batalhão. O não comparecimento dessas pessoas deve ser avisado imediatamente pelas polícias. Isso pode resultar em reabertura de processo ou até pedidos de prisão preventiva. O controle será rigoroso — garante o juiz Marco Aurélio Martins Xavier, responsável pelo posto do Jecrim situado dentro dos estádios da Capital.
Entre as lideranças das torcidas que se envolveram nas brigas, está Cristiano Roballo Brum, o Zóio, considerado número 2 na hierarquia da Geral do Grêmio e um dos envolvidos na confusão durante o jogo de inauguração da Arena do Grêmio. Com antecedentes, Zóio pode enfrentar punições mais severas da Justiça.
— No processo, ele é torcedor como outro qualquer. Esse fato novo vai gerar outra ocorrência e ele pode ter problemas — avisa Xavier.
Brigada irá aumentar efetivo na quarta-feira
Responsável pelo comando do policiamento da Capital, o coronel Alfeu Freitas demonstra preocupação com as ameaças entre torcidas do Grêmio de novas confusões já para os próximos jogos do clube em Porto Alegre. Nas redes sociais, conforme Freitas, haveria combinação de tumulto para domingo no centro da cidade. Na data, o Tricolor enfrenta o Santa Cruz pelo Gauchão.
— O Grêmio não precisa solicitar reforço policial porque é uma questão do maior interesse da Brigada Militar, até por competência legal. Desde a confusão na inauguração da Arena o clima entre os integrantes da Geral, principalmente, é bem conturbado. E isso nos preocupa, por isso estamos monitorando a situação — declara o coronel Freitas.
Para o jogo de quarta-feira contra a LDU, na Arena, o alerta é ainda maior para o Comando do Policiamento da Capital (CPC). A meta é reunir um efetivo que garanta a segurança no estádio, mas que ao mesmo tempo não deixe o restante da cidade desprotegida.
— Teremos que nos organizar para que o espetáculo não se transforme em tragédia. Vamos prever um efetivo reforçado em função da briga, sem descuidar o policiamento ostensivo na cidade — observa Freitas.
A proibição da entrada de instrumentos, faixas e bandeiras que possam ser utilizados como "armas", segundo o comandante do CPC, está mantida por tempo indeterminado.









