Apesar da concorrência do Benfica, o Grêmio irá insistir para contratar o lateral direito Insúa, do Sporting, de Portugal. Como ocorreu em relação ao chileno Vargas, que acabou sendo adquirido, a direção faz o chamado recuo estratégico.
As negociações serão retomadas a partir de fevereiro, quando se encerra o período de transferências entre os clubes europeus.
O técnico Vanderlei Luxemburgo insiste na contratação de um novo lateral esquerdo. Não quer depender apenas do jovem Alex Telles, que veio do Juventude. Nem pretende seguir improvisando Pará de forma indeterminada.
Pesa, também, o fato de que Fábio Aurélio não terá condições de atuar antes de um mês. Primeiro, irá passar por um demorado processo de fortalecimento muscular.
– A palavra desistência não existe no Grêmio. Fizemos uma negociação de quatro horas e meia com o presidente do Sporting e nossa proposta foi acolhida pelo clube e pelos representantes do jogador. Mas há uma questão entre eles, que não podemos resolver – explica o executivo de futebol Rui Costa, que chegou a Quito no final da tarde de terça-feira, direto de Portugal.
Para Costa, a conclusão exitosa da negociação com Vargas revela o poder do Grêmio, que concorreu com outros clubes brasileiros e até da Europa. A vitória na disputa com o São Paulo, cujo treinador, Ney Franco, já dizia em entrevistas em qual posição da equipe Vargas se encaixaria lhe traz uma satisfação toda particular, traduzida nos sorrisos durante as entrevistas.
Ele valoriza o fato de terem sido trazidos jogadores do Porto (Souza), Galatasaray (Cris), Nápoli (Vargas) e, com isso, se mostra satisfeito com a qualidade da equipe para iniciar a Libertadores.
– Estamos tentando fazer o Grêmio retomar seu protagonismo no futebol. Estamos no nosso patamar. O Nápoli tinha outras propostas maiores, mas essa disputa não foi vencida apelas pelo dinheiro, valeu o prestígio do clube – observa.














