Contratado pelo Grêmio no final do ano passado, o goleiro Dida, 39 anos, une-se a um batalhão de jogadores experientes, integrado por Zé Roberto, Cris e Elano. Tanta vivência em gramados internacionais será decisiva, entende o jogador, para que o Grêmio obtenha um bom rendimento em jogos sempre nervosos com os de Libertadores.
O primeiro teste foi o jogo-treino contra o Independiente del Valle, quarta-feira. Dida percebeu que alguns dos jogadores equatorianos adotavam atitudes provocativas, buscando desestabilizar os adversário brasileiros. E decidiu intervir, pedindo calma aos mais jovens.
— Nessas horas, os mais experientes, como nós, têm a obrigação de passar tranquilidade ao grupo. Será assim na Libertadores. Eles vão querer criar atritos e provocar expulsões — avisa.
Curiosamente, foi por aceitar a provocação de um jogador do Independiente que o zagueiro Vilson começou a cavar sua saída do Grêmio. Conforme o técnico Vanderlei Luxemburgo, ele reagiu mal, deu um pontapé no adversário e precisou ser substituído. Por negar-se a voltar para o segundo tempo, Vilson foi mandado de volta a Porto Alegre.
Como os demais jogadores, Dida foi breve ao comentar o ocorrido. Evitou fazer julgamento e disse que foi uma decisão particular de Luxemburgo.
A velocidade da bola é uma das preocupações do goleiro para a partida contra a LDU, quarta-feira. No amistoso, Dida percebeu que os tiros de meta do goleiro adversário chegavam rapidamente em seu gol, pela ausência de atrito no ar rarefeito da altitude.
Já sem sentir dores no joelho direito, que desinchou bastante, Dida garante presença quarta-feira, na estreia na primeira fase da Libertadores.









