Surgiu o motivo que faltava para Vanderlei Luxemburgo mandar fechar os portões no jogo-treino da tarde desta quarta-feira, aqui em Quito, contra o Independiente del Valle. Com dores no joelho direito, o goleiro Dida talvez seja preservado. Nesse caso, o treinador teria que recorrer a Marcelo Grohe, titular desde julho passado, quando Victor foi vendido ao Atlético-MG.
— Não é nada grave, Dida voltará a trabalhar amanhã — garantiu Luxemburgo, finalizado o treinamento desta terça-feira.
Apesar do otimismo do treinador, Dida ainda passará por avaliação na manhã de quarta, primeiro turno livre para o grupo desde a chegada a Quito, na segunda-feira. Tudo porque voltou a acusar a lesão sofrida dia 19 de dezembro, na Arena, no Jogo Contra a Pobreza, promovido por Ronaldo Nazário e Zidane. Como treinou com normalidade desde o início da pré-temporada, no Olímpico, julgava-se que o problema estivesse superado. Até as dores ressurgirem no treino com portões fechados de terça.
Por precaução, o médico Paulo Rabaldo recomendou uma sessão de fisioterapia no hotel.
— Será preciso uma reavaliação — avisou Rabaldo.
Nas demais posições, Luxemburgo poderá escalar Pará, Cris, Vilson, Alex Telles, Fernando, Souza, Elano, Zé Roberto, Willian José e Marcelo Moreno. A tendência é pelo aproveitamento de Marco Antonio na vaga de Souza na fase final do trabalho. Como demorou a definir sua saída do Porto, de Portugal, Souza perdeu toda a primeira semana de treinamentos e tem condição física inferior ao resto do grupo.
Localizado a 30 quilômetros do centro de Quito, o CT José Terán, local do jogo-treino desta quarta-feira, poderá desestimular a ação de espiões da LDU. Ainda assim, Luxemburgo não permitirá a abertura dos portões.
Ele também não confirma uma nova partida contra o Independiente, marcada para sábado.
— Tudo vai depender da reação dos nossos jogadores nesta partida de quarta — avisa o técnico.










