Mesmo com os treinos ainda em Porto Alegre, o Grêmio embarca para o Equador no dia 13 de janeiro, Antônio Mello já prepara o grupo para atuar na altitude. Com trabalhos planejados para adaptar os jogadores aos efeitos que eles sentirão quando enfrentarem a LDU.
— Será um trabalho de bola. São treinos de curta duração, com recuperação incompleta. Para identificar o desconforto respiratório da altitude. Com 10 treinos, ele vai saber que isso não o vai tirar do jogo. Lá vamos repetir isso. O objetivo é mostrar que os desconfortos da altitude não vão os tirar do jogo — explica.
Outra técnica utilizada na pré-temporada gremista também visa dar melhores condições de jogo para os atletas enfrentarem os jogos da temporada. Pelas manhãs, os treinos terão um foco maior em exercícios físicos e em atividades de fortalecimento muscular. Durante a tarde, a bola será integrada na atividade, para "readaptar os jogadores aos movimentos do futebol".
E para ter um grupo com boas condições físicas, o preparador físico Antônio Mello recorre à tecnologia para evitar que os jogadores percam o foco nos treinamentos.
— Eu vejo as imagens para identificar os jogadores que não estão treinando com a intensidade necessária. A segunda razão de fazer isso é para as aulas que eu passo para a preparação física da base. A terceira é para ter um registro do acompanhamento da evolução física dos atletas.
E os registros da evolução física dos atletas também é o que define a intensidade dos trabalhos. Mesmo abolindo os exames clínicos nos primeiros dias da pré-temporada, Mello acredita que o melhor diagnóstico das condições físicas dos atletas é feito pela avaliação dos treinamentos. Cris foi um dos jogadores que já iniciou esse processo mesmo antes de chegar ao clube.
— Eu passei um CD com treinamentos do Grêmio para que o Cris fizesse. Assim ele já chega ao clube adaptado ao nosso método.













