Tenho o maior respeito pelo vereador Pedro Ruas.
O conheço desde os tempos em que ele era vinculado ao trabalhismo histórico, ligado ao PDT, antes de filiar-se ao PSOL. Eu era repórter de política. Ele já era um personagem importante do cenário político gaúcho.
Trata-se de um político sério e honesto, de boas intenções.
A iniciativa do Pedro Ruas em tombar o Olímpico é uma prerrogativa democrática de um homem público ao tratar de uma obra que não diz respeito só ao Grêmio, mesmo que ele, Pedro Ruas, seja gremista atuante.
Dito isso, aí vai minha opinião: é errado e injusto tombar o Olímpico. Por alguns motivos:
1) Há um contrato firmado entre duas entidades privadas, Grêmio e OAS, e ele precisa ser cumprido. É a história do fio do bigode. Compromisso firmado, compromisso cumprido.
2) Não haveria Arena se o Grêmio não desse em troca a área do Olímpico. Não se trata, portanto, de entregar o estádio de tantas glórias para erguer espigões. A Arena está lá, e ela só foi possível com o Olímpico entrando no negócio.
3) Tudo passou pelo Conselho Deliberativo do Grêmio. A Arena foi aprovada, a demolição do Olímpico foi aprovada, as condições do negócio com a OAS foram aprovadas com ampla maioria interna no Grêmio.
4) O torcedor do Grêmio, pelo que se percebeu na inauguração, aprovou a Arena. E o torcedor sabe que, para tanto, o fim do Olímpico era condição básica.
5) Manter um estádio grande como o Olímpico em pé com dinheiro público custa caro. O dinheiro sairia do bolso de nós, contribuintes. Melhor reservar estes recursos para tocar obras no entorno da Arena, que já deveriam estar prontas.













