O cara do Gre-Nal 39403/12/2012 | 07h01

Com atuação "monumental", Zé Roberto esbanja técnica no adeus ao Olímpico

Meia quase marcou um golaço de bicicleta no segundo tempo do clássico derradeiro do estádio

Enviar para um amigo
Com atuação "monumental", Zé Roberto esbanja técnica no adeus ao Olímpico Diego Vara/Agencia RBS
Com toque de bola qualificado, Zé Roberto foi o cara do Gre-Nal 394 Foto: Diego Vara / Agencia RBS
Além das homenagens vindas dos mais de 46 mil presentes no Olímpico, a velha casa gremista que se despediu do futebol no Gre-Nal 394 deste domingo foi agraciada com um presente especial: a técnica exibida por Zé Roberto em campo. Ele, justamente ele que era dúvida para o clássico.

CRÔNICA: Grêmio e Inter ficam no 0 a 0 no último Gre-Nal do Olímpico
JOGO AO VIVO: Relembre os momentos do Gre-Nal 394
GALERIA: Confira imagens do clássico derradeiro do estádio Olímpico

Se a última partida do estádio acontecesse daqui uns 10 anos, o meia, que já virou ídolo da torcida, provavelmente seria um dos atletas homenageados antes do jogo. Figuraria na galeria dos nomes históricos que desfilaram minutos antes do Gre-Nal.

Ainda mais caso Zé Roberto tivesse aproveitado a chance que teve aos 30 minutos do segundo tempo no clássico derradeiro do Olímpico. Ele quase fez um daqueles gols épicos, dignos de placa, busto e naming rights de estádio. Que viraria vinheta de TV. Tudo em um espaço de quatro segundos, ou três toques na bola.

Léo Gago dominou na ponta esquerda do ataque e viu Marquinhos no centro da meia-lua, na entrada da área. Canhoto que é, o camisa 8 armou o pé esquerdo e fez um cruzamento com um chute daqueles de "três dedos" (o 1º toque). Efeito puro na bola.

Marquinhos, de frente para o gol, prestava atenção em todos os movimentos do companheiro de time. Seja pela experiência de seus 31 anos de idade ou por alguma jogada ensaiada durante os treinos fechados com Luxemburgo na semana, o camisa 19 sabia bem o que fazer.

Teria tempo de dominar e tentar o arremate. Mas viu Índio sair da área para tentar roubar-lhe a bola. Também observou Zé Roberto, ao lado da marca do pênalti, a 11m da meta de Renan, de costas para o arqueiro colorado. E aí veio o segundo toque: Marquinhos deixou a bola quicar em seu tornozelo direito e a levantou feito num daqueles lances de futevôlei.

Aos 38 anos, talvez Zé Roberto marcasse o gol mais bonito de sua carreira. Estava com o corpo enquadrado quando percebeu o passe de Marquinhos. Tomou conhecimento do tempo da bola, usou o pé direito como base e se jogou para trás.

No clássico movimento da pedalada no ar, protagonizou o terceiro toque na bola durante a jogada e chutou com violência, com a perna esquerda. Entretanto, o alvo foi o centro do gol — o que não diminui o mérito do reflexo da defesa em dois tempos de Renan no lance.

Se a bola entrasse, talvez Zé Roberto teria dado outro presente, dessa vez aos seus colegas: a vaga direta na fase de grupos da Libertadores e mais duas semanas de pré-temporada em 2013. Mas com o 0 a 0 no Gre-Nal, a comissão técnica terá de se virar com o tempo curto para preparar os atletas.

Já o novo departamento de futebol precisa definir de uma vez por todas a permanência de seu camisa 10, justamente para que Zé seja um dos primeiros craques a desfilar seu futebol na Arena.


Siga zh_gremio no Twitter

clicRBS
Nova busca - outros