No Olímpico18/12/2012 | 23h47

Clima de cordialidade marca a troca de comando na presidência Grêmio

Depois da cerimônia, Fábio Koff anunciou "um período de conciliação e harmonia no clube"

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Clima de cordialidade marca a troca de comando na presidência Grêmio Lauro Alves/Agencia RBS
Odone e Koff se cumprimentaram com um abraço antes da cerimônia, nesta terça, no Olímpico Foto: Lauro Alves / Agencia RBS
Luís Henrique Benfica

luis.benfica@zerohora.com.br

Um clima de cordialidade marcou a troca de comando no Grêmio. Ao transmitir o cargo, Paulo Odone desejou que Fábio Koff "seja iluminado e tenha todas as condições de nos liderar para retomar o caminho das vitórias". Depois da cerimônia, em entrevista, Koff anunciou "um período de conciliação e harmonia no clube". E adiantou que pode dar um presente aos torcedores após o Natal, em forma de um grande reforço.

— Minha relação com Paulo Odone é histórica. Fomos companheiros em quase todos os episódios eleitorais do Grêmio. Ele tem méritos. Nossas posições extremadas são consequência da paixão pelo Grêmio. Não são questões pessoais. Não há nada que não possa ser superado em nome do interesse maior do clube — assegurou.

Questionado sobre a entrevista dada a Zero Hora de domingo, na qual fez restrições à parceria com a OAS para a construção da Arena, o novo presidente disse que sua declaração precisaria ser "contextualizada".

— A Arena não é do Grêmio foi só a manchete. Estava no contexto de uma declaração. Eu disse que o Grêmio, no que tange ao imobilizado do clube, entregou o patrimônio e vai realizar progressivamente o novo patrimônio no curso de 20 anos. Por isso, peço ajuda ao torcedor para que maximize os resultados da Arena — explicou.

Koff levou mais de meia hora para deixar o Salão Nobre, local da cerimônia comandada pelo presidente do Conselho Deliberativo Raul Régis de Freitas Lima. Em meio aos abraços, demonstrou disposição para um cargo que reassume após 16 anos.

— Assumo o Grêmio em uma nova fase. Casa nova, ambições renovadas, sonhos de conquistas, muita vontade de acertar — resumiu.

Ainda que tivesse ressaltado as dificuldades financeiras, geradas pela falta de investidores, Koff prometeu formar um time forte para a Libertadores. Avisou que sua intenção é formar uma equipe "que se identifique com as grandes conquistas".

O novo presidente confirmou um avanço nas negociações com o goleiro Dida, mas esquivou-se de confirmar sua aquisição. E disse esperar para os próximos dias a resposta do Porto, de Portugal, sobre a permanência do volante Souza.

Koff também passou a impressão de que um grande reforço poderá ser buscado fora do país, embora o uruguaio Lugano, que atua no Paris Saint-Germain, já tenha sido descartado.

— Estamos trabalhando nesse sentido. É um período muito difícil. O mercado internacional só abre em janeiro. Primeiro, precisamos botar fermento para fazer o bolo crescer. E trazer uma cereja que seja do agrado do torcedor — afirmou.

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