A Geral poderá ficar sem os seus instrumentos, bandeiras e trapos para o jogo entre Grêmio e LDU, no dia 30 de janeiro, na Arena. Devido à briga de facções da Geral na inauguração do novo estádio, a Brigada Militar analisa a retirada dos acessórios da torcida para a partida de volta da primeira fase da Libertadores. O comando da BM teme que um jogo de alta tensão proporcione cenas ainda mais graves de violência na Arena.
Ainda que haja negativas, o grupo liderado por Cristiano Roballo Brum, o Zóio, e os comandados por Rodrigo Marques Rysdyk, o Alemão, as duas principais lideranças da torcida, estariam em séria rixa, o que gerou o tumulto do dia 8 de dezembro.
– Eles usaram os instrumentos como armas e isso não pode ficar assim. Nos próximos dias, teremos uma reunião para definir os procedimentos a serem adotados para este primeiro jogo grande, de competição mesmo, na Arena. Poderá haver punição às torcidas, sim. E essas sanções ainda estão sob análise – afirmou o coronel Alfeu Freitas, responsável pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC).
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Além disso, Freitas lembra que as imagens das brigas durante Grêmio e Hamburgo já foram encaminhadas ao Ministério Público. Naquela noite, oito torcedores foram presos e conduzidos ao Jecrim (Juizado Especial Criminal).Segundo a juíza Viviane de Faria Miranda, titular do Jecrim da Arena na noite de inauguração do estádio, desses oito torcedores, apenas dois não puderam optar pela transação penal e pagar cerca de R$ 300 em cestas básicas (a serem revertidas para o Lar Santo Antônio dos Excepcionais) para serem soltos, pois já tinham antecedentes criminais. Esses dois responderão a processo por tumulto, ainda sem previsão de julgamento. Se condenados, eles poderão ficar até um ano sem poder comparecer a estádios em dias de jogos. Cristiano Roballo Brum, o Zóio, responsável pelo começo da briga, não estava entre os oito torcedores presos.
– Nosso temor com relação à Arena é uma possível invasão de campo, devido à proximidade do gramado. Em um jogo decisivo, tenso, poderá ocorrer um tumulto generalizado. Por isso, estamos de olho nas organizadas do Grêmio. Afora a questão penal, vamos sugerir punições administrativas aos brigões – comentou o coronel Freitas.
A Brigada Militar entende ainda que os jogos do Grêmio na Libertadores, se a equipe passar pela LDU, serão decisivos para a presença das duas torcidas e também das organizadas no primeiro Gre-Nal (ainda sem data no Gauchão, uma vez que o único clássico garantido até aqui ocorrerá no Colosso da Lagoa, em Erechim, no dia 2 de fevereiro) na Arena.
– No Brasileirão, recebemos a sugestão de fazer o clássico com torcida única no Beira-Rio (em 26 de agosto, com vitória do Grêmio por 1 a 0), devido às obras do estádio. Conseguimos evitar. Agora, se as organizadas continuarem com esse comportamento, tomaremos outras medidas e até mesmo o clássico com apenas uma torcida e sem organizadas poderá ser analisado – declarou o coronel Alfeu Freitas.








