Com antecedentes criminais, um dos sete integrantes da Geral envolvidos na briga durante o jogo entre Grêmio e Hamburgo, na inauguração da Arena, sábado, irá responder a processo criminal. Sem antecedentes, os outros seis detidos concordaram em pagar uma transação penal de R$ 100. O balanço do Juizado Especial Criminal (JeCrim) instalado no novo estádio registrou 10 casos, entre lesões corporais, posse de maconha e atitudes inconvenientes.
Por ironia, a multa mais pesada foi aplicada a um torcedor que revoltou-se contra a Geral. Ele foi detido por atitude inconveniente por jogar uma garrafa d'água na direção dos que brigavam. Por xingar os brigadianos, foi indiciado também por ameaça e precisou pagar R$ 400.
A briga na Geral teve início quase no final do primeiro tempo, estendeu-se por boa parte parte do intervalo e se encerrou com alguns feridos. No caso mais grave, em que um torcedor sofreu corte na cabeça, houve necessidade de atendimento no HPS.
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As dificuldades de acesso à internet e para realizar ligações por celular atrapalharam o trabalho no posto do JeCrim. Para checar os antecedentes dos envolvidos pela internet ou mesmo ligar para o plantão do Fórum Central, os funcionários precisavam buscar um ponto com melhor sinal já fora do estádio.
— São pessoas com um traço violento por natureza. Eles brigam em casa, no trabalho, no trânsito. O futebol é mais uma forma de serem violentos. E aí a ação é facilitada pelo anonimato — afirma a juíza Viviane de Faria Miranda, responsável pelo JeCrim.









