Prestes a entregar a Arena, o presidente da Grêmio Empreendimentos — responsável pela administração das obras do novo estádio Grêmio criticou o fato de o palco não ter entrado na lista da Fifa e do Comitê Organizador Local da Copa (COL) para sediar jogos da Copa das Confederações 2013 e da Copa do Mundo 2014.
— Eu não posso explicar a ausência, mas sim a Fifa. O Brasil deu um péssimo exemplo. A Arena é o primeiro estádio entre todos esses a ficar pronto. Poderia ser usada na Copa das Confederações. Isso mostra que a escolha dos estádios não foi profissional, mas sim política — afirmou Antonini, durante palestra nesta terça-feira, no Footecon, que acontece no Rio.
Para Antonini, a nova casa gremista, que será inaugurada neste sábado, também serve como exemplo de que é possível erguer um estádio moderno com rapidez e sem precisar da verba pública.
— O Brasil poderia ter adotado um modelo diferente para a Copa. Estamos mostrando isso com a Arena do Grêmio. Perdemos a chance de desenvolver cidades para investir dinheiro em estádios — completou, usando o testemunho de Ronaldo Fenômeno para comprovar a tese.
— O próprio Ronaldo, que é do COL e foi a todos os estádios, disse que não dá nem para compará-los com a Arena.
A Arena do Grêmio levou pouco mais de dois anos para ficar pronta e o presidente da Grêmio Empreendimentos considera que o curto espaço de tempo se deve ao não envolvimento do poder público.
— Nossa obra é privada e não é pública. Não falo nem que teve coisa errada, mas tem uma legislação, regras, para tomar decisões. Nós temos um parceiro e o contato é direto — finalizou.













