Homens de Koff08/12/2012 | 16h04

Acordi e Mundstock estão engajados no projeto da futura diretoria do Grêmio

Dirigentes propõe ações de marketing e modernização da administração do clube

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Acordi e Mundstock estão engajados no projeto da futura diretoria do Grêmio Fernando Gomes/
Acordi (E) propõe ações de marketing com torcedores; Mundstock (D) quer modernização no clube Foto: Fernando Gomes
Luís Henrique Benfica

luis.benfica@zerohora.com.br

Fanático pelo Grêmio, proprietário de cadeira no Olímpico, já devidamente transferida para a Arena, o economista e empresário Remi Acordi, 62 anos, nunca envolveu-se diretamente com as questões administrativas do futebol. Poucos, contudo, mostram tanto entusiasmo quanto ele com o projeto de gestão que o presidente eleito Fábio Koff prepara-se para colocar em prática a partir da posse, dia 18 de dezembro.

Escolhido como assessor presidencial, Acordi  é o braço direito de Koff.

Um artigo publicado em Zero Hora dia 18 de agosto de 2011, no qual o empresário José Galló, CEO das Lojas Renner, sugeria mudanças no modelo de gestão do Grêmio, fez despertar em Acordi o desejo de entrar na vida do clube. Koff, também encantado com o texto, concluiu que muitos dos conceitos nele expostos poderiam ser aplicados ao clube. Galló criticava as disputas pessoais, causa direta, em seu entendimento, dos fracassos acumulados em campo nos últimos anos. Sob esta inspiração, um grupo composto por Koff, Acordi, Irany Sant'Ana Jr., Renato Moreira e o economista Fábio Mundstock passou a reunir-se a cada semana em busca de projeto que, conforme o presidente, "alterasse a estrutura arcaica de condução do clube". De todos, Acordi era o mais entusiasmado.

_ Ele dava sugestões, apresentava projetos, sugeria comissões temáticas. Nunca tinha dia ruim para ele _ relata o economista Mundstock, outro dos homens de confiança de Koff, um título que ele reluta em aceitar.

Foi Acordi quem conduziu a reunião de terça-feira, dia 4, no Hospital Mãe de Deus, em que Koff reafirmou suas ideias de administração e anunciou a criação do Instituto de Medicina do Esporte do Grêmio. Com a habitual empolgação, o assessor presidencial destacou a necessidade de o Grêmio passar por um choque de gestão, baseado em ações de marketing que valorizem "os oito milhões de clientes cativos e apaixonados pelo clube" e amplie a geração de receitas.

_ Precisamos atrair parceiros, patrocinadores e investidores. É fundamental aumentar a receita, mas, também, cortar despesas desnecessárias. Hoje, não administramos, somos administrados _  disse.

Com a ressalva de que não quer criticar gestões passadas, Acordi vê como inadiável a missão de reduzir de 70% para 55% o valor que o futebol retira da receita global do clube.

_ Desde 2001, cada gestão contrata, em média, 60 jogadores e cinco treinadores. Há muitos gastos supérfluos. É preciso zerar as contas para começar a avançar _ avalia, com o aval de Koff.

_ Remi é obsessivo no que faz. É competente, muito inteligente - elogia o presidente.

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