Problemas14/12/2012 | 20h13

A partilha dos troféus: novo museu da Arena não terá espaço para todas as peças

Memorial do novo estádio gremista só tem capacidade de abrigar 200 das quase 3 mil taças conquistadas na história do clube

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A partilha dos troféus: novo museu da Arena não terá espaço para todas as peças Ricardo Duarte/Agencia RBS
Uniformes históricos do clube são algumas das peças expostas no Memorial Hermínio Bittencourt Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS
Luís Henrique Benfica

luis.benfica@zerohora.com.br

Dos quase 3 mil troféus conquistados pelo Grêmio ao longo de 109 anos de história, pouco mais de 200 terão lugar no novo museu do clube, localizado na Arena, e com inauguração prevista para o dia 19.

Aflita, Ema Coelho de Souza, diretora do Memorial Hermínio Bittencourt, perde o sono por temer o extravio das cerca de 2,8 mil peças ainda sem destino certo.

Local de visitação diária, o Memorial já está praticamente vazio. Nas duas últimas semanas, a maioria das peças foi levada para restauração, antes de ganhar as galerias do novo museu. Entre os objetos de maior valor que ainda não se mudaram, estão a réplica da Taça da Libertadores de 1983 e a máscara mortuária do ex-goleiro Lara.

Concebido com dois pisos, nos moldes dos museus do Boca Juniors e do inglês Chelsea, o Hermínio Bittencourt ocupará uma área de 1,6 mil metros quadrados, mais do que o dobro dos atuais 765 m2. Boa parte de suas dependências, no entanto, será ocupada por sala de vídeo, que permitirá aos visitantes recordar os principais momentos da vida do time, setor de recreação infantil, galeria de fotos, local para uniformes antigos e área para exposições. Na frente do Museu, ficará a Calçada da Fama, que também está sendo restaurada.

Os troféus, medalhas, placas e bandejas restantes, que completam a história dos títulos do clube, serão levados para o CT profissional, em construção ao lado da Arena, e o de Eldorado do Sul, também em fase de acabamento.

— Acordo de noite pensando nisso. Minha empregada diz que eu deveria trazer minha cama para cá. O ideal seria uma sala só de troféus, com refrigeração adequada e identificação de todas as peças. Não precisa ser muito grande, o material será todo embalado. Temo que, longe do museu, elas não tenham a conservação devida. Quem irá a Eldorado cuidar? — assusta-se a diretora, que, ontem, agregava ao acervo a bola e a súmula do primeiro jogo da Arena, contra o Hamburgo, e as bandeirinhas do Gre-Nal de encerramento das atividades do Olímpico.

Para não ficar longe dos troféus, Ema já adquiriu um imóvel em frente à Arena. Daqui a quatro anos, quando receber as chaves, só precisará atravessar a rua para chegar ao museu. Até lá, não se importará em se deslocar da Glória, bairro onde mora, até o Humaitá. Tudo para ficar perto do acervo que ajudou a erguer em 1983, quando passou a trabalhar no clube.

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