A 36 dias do final de seu mandato, o presidente do Grêmio, Paulo Odone, teme pela demora na renovação de contrato de Vanderlei Luxemburgo, que segue em negociações com a direção que assumirá para o biênio 2013/2014. Segundo Odone, a permanência de Zé Roberto para a Libertadores ainda está ligada à manutenção de Luxemburgo. O presidente assegura que, caso tivesse sido eleito, já teria acertado a renovação com o treinador. A seguir, os principais trechos da entrevista de Paulo Odone a Zero Hora.
Zero Hora — O que o senhor sabe da renovação de Vanderlei Luxemburgo para 2013? Ele realmente pediu prêmio de R$ 4 milhões, em caso de conquista da Libertadores, e de R$ 5 milhões, caso vença o Mundial?
Paulo Odone — O contrato que fiz com Luxemburgo, lá em fevereiro, já previa a renovação automática para a temporada 2013, caso a nossa gestão permanecesse. Não poderia oferecer um contrato superior a 31 de dezembro porque não saberia se seguiria na presidência. Mas, eu disse a ele, se continuar no clube, o seu contrato estará renovado automaticamente por mais um ano. É claro que teríamos que debater os prêmios pela Libertadores e pelo Mundial, pois não tínhamos a vaga na época da negociação. No meu ponto de vista, para ser campeão da Libertadores e do Mundo, vale a pena investir mais pesado do que se espera. Eu já teria chegado a uma conclusão sobre a premiação com Luxemburgo, é lógico, pois até mesmo o contrato já estava alinhavado.
ZH — A manutenção de Zé Roberto depende da permanência de Luxemburgo?
Odone — O Zé Roberto tem contrato até o final do ano. Se o Luxemburgo ficar, ele também fica. Agora, pelo que sei, se o Luxemburgo não ficar, o Zé Roberto dificilmente permanecerá no Grêmio.
ZH — Como tem sido o diálogo com Fábio Koff nessa transição?
Odone — A minha determinação é deixar o clube aberto a todas as informações, até receber fisicamente quem estiver credenciado pela diretoria eleita. Afora isso, não existe nada com Fábio Koff. Ele nunca conversou comigo. O presidente Koff não fez qualquer sinal, nem no Olímpico nem na Arena, mas está tudo à disposição. O clube está aberto a ele.
ZH — O senhor sonha com o título da Copa Sul-Americana como o Grand Finale de sua gestão?
Odone — Eu e a torcida. Estamos esperando muito por isso. Temos que fazer força para assegurar o vice-campeonato brasileiro, a fim de seguir diretamente para a Libertadores, mas, se conseguirmos disputar e ganhar o nosso primeiro título com alguns dias de Arena, será a glória.













