Na noite deste sábado, no Olímpico, André Lima salvou o Grêmio de mais um empate no Brasileirão. Seria o quinto seguido, depois do 1 a 1 com o Botafogo, o 2 a 2 com o Fluminense, o 0 a 0 com o Coritiba e, mais recentemente, sábado passado, um novo 1 a 1, dessa vez contra o Bahia, em Salvador.
Aos 45 minutos da etapa final, o centroavante pulou para cabecear e empurrar para as redes do goleiro Roberto a bola que consolidaria a vitória tricolor por 1 a 0. O gol foi dele, mas ele faz questão de exaltar que, na verdade, o desfecho da jogada — provinda de um escanteio — foi de todo o grupo.
— Uma hora eu faço um gol, tem hora que eu não vou conseguir. Não jogo sozinho. Meu pensamento é sempre no nós, não no eu. Se o Zé Robeto não batesse muito bem o escanteio, a bola não chegaria ali. Tem todo um ciclo para a jogada. Fico muito feliz. O gol é do grupo, o gol é do Grêmio — destacou, em entrevista após a partida.
CRÔNICA: No apagar das luzes, André Lima dá vitória ao Grêmio sobre a Ponte Preta
GALERIA: Veja fotos da vitória gremista deste sábado no Estádio Olímpico
Luxemburgo enaltece a vitória: "Hoje, a história do Grêmio entrou em campo"
Questionado sobre as lágrimas no momento do gol, André Lima disse que se sentiu emocionado por relembrar alguns dos percalços pelos quais passou em dois anos e meio de Grêmio. Lembrou que, quando chegou, o time estava em 17º no Campeonato Brasileiro. E finalizou, naquele ano, em quarto.
Depois, recordou suas boas atuações em 2011 e da lesão no joelho que o afastou por quatro meses.
— Foi a mistura de uma emoção de tudo que eu tenho aqui. Nunca fiquei tanto tempo num clube. Não foi um desabafo. Foi apenas pela circunstância do jogo. Essas coisas te fazem passar um filme na cabeça. Futebol é bom por isso, dá voltas. Um dia você serve, no outro, não. Se for 90 minutos, 30 minutos ou alguns segundos, eu quero jogar. Vou dar o máximo pelo Grêmio. Sempre fui assim em todos os demais clubes pelos quais passei — finalizou.








