— Notícias de Porto Alegre? — pergunta o vice-presidente Marco Antonio Scapini ao cruzar nesta quarta-feira com a reportagem de Zero Hora, à saída do café da manhã no Hotel Ar Salitre, aqui em Bogotá.
São 9h pelo horário local (12h no Brasil) e o chefe da delegação do Grêmio já quer saber como repercutiu na capital gaúcha a decisão do presidente eleito Fábio Koff de convidar o vice-presidente Eduardo Antonini para seguir vinculado ao clube, para tocar as questões relativas à Arena.
Constantemente ao telefone, os dirigentes do Grêmio enviados à Colômbia dizem ter informações de que o gesto de Koff provocou indignação entre alguns de seus apoiadores. Ligado ao movimento Grêmio Novo, Antonini era um dos mais fiéis seguidores de Odone, cuja coordenação de campanha assumiu. Houve até um momento em que seu nome chegou a ser cogitado para ser o sucessor do presidente que finaliza seu mandato em dezembro. Por isso, entre o grupo de Koff, sua saída era dada como certa.
Antonini, na verdade, evitou o confronto político com a oposição nos dias que antecederam o segundo turno da eleição, em 21 de outubro. Como Odone, considerava Koff uma legenda, alguém muito difícil de ser derrotado nas urnas. Dizia que a única chance de vitória era a torcida reconhecer a evolução administrativa alcançada pelo clube nos dois últimos anos. Nada disso, contudo, foi suficiente para desfazer, entre os seguidores do presidente eleito, sua imagem de homem de Odone.
Torcedores que acompanham o time em Bogotá saúdam a decisão de Koff. Também ficam satisfeitos com a perspectiva de que o diretor-geral (CEO) Cristiano Koehler fique no cargo. Este conta com a admiração de Remi Acord, que divide com Fábio Mundstock e Evandro Krebs a condição de figura mais próxima ao futuro presidente. Mesmo sem cargo, os três serão presença permanente junto aos corredores do poder a partir de 2013.














