O executivo de futebol do Grêmio Rui Costa não faz rodeios quando perguntado sobre Montillo. Admite o interesse, confirma a reunião na terça-feira com o presidente do Cruzeiro Gilvan Tavares e diz estar informado sobre o interesse do meia argentino "em trocar de ares". A conversa com os jornalistas, contudo, não passa daí, para frustração dos torcedores.
Rui Costa deixa claro que o Grêmio concorre com clubes com capacidade de investimento muito maior. Cita o São Paulo, que engordou seus cofres com a venda de Lucas para o Paris Saint Germain.
Sem admitir falar sobre o preço cobrado pelo Cruzeiro, Costa diz tratar-se de um negócio de padrão europeu. Repórteres mineiros informam que Montillo custaria R$ 10 milhões.
— Temos que ser muito claros com o torcedor. Vamos trabalhar dentro dos limites orçamentários que o clube tem. Não faremos leviandades. O presidente (Fábio Koff) deixou muito claro que não vamos entrar em leilão — avisa Costa.
Para o dirigente, o Grêmio precisa gerar fluxo de caixa para ter condições de competir no mercado. Só que o dinheiro gerado por parcerias ou fundos de investimento não terá entrada imediata. Uma possbilidade de faturamento é a venda de Fernando para o Spartak, da Rússia, ou Porto, de Portugal, negociação que é encaminhada pela atual direção.
— Sabemos que é preciso agregar quantidade e qualidade ao grupo. Mas não vamos cometer nenhuma irresponsabilidade. Por enquanto, nossa prioridade é a renovação de contratos que estão por findar — informa o executivo.








