A defesa que sofreu somente um gol em toda a Copa do Brasil sub-20 terá de parar um dos ataques mais positivos da competição. Será assim o duelo desta noite entre Grêmio e Vitória, às 20h, em Salvador, pela semifinal do torneio que dá vaga à Libertadores da América da categoria.
Mas não apenas isto. O jogo marca o reencontro do Tricolor com o último oponente a derrotá-lo neste ano. Foi há mais de três meses, ainda na primeira fase da Taça BH. De lá para cá, o time júnior do Grêmio está invicto, com o título do torneio mineiro na bagagem e o favoritismo a tiracolo. Esta condição, porém, não ilude o técnico Marcelo Mabília, que prevê um jogo duro para esta quarta-feira:
_ É um time muito bem treinado pelo (Carlos) Amadeu, fisicamente muito forte, de velocidade, e com uma enorme tradição de revelar jogadores e ganhar títulos na base. Será um grande jogo.
Quem avançar ao final das duas partidas estará na primeira final da competição. Mais: será um dos representantes brasileiros na Copa Libertadores da América 2013. E, caso título vá para a sala de troféus gremista, poderá ser a última taça erguida no Olímpico ou a primeira na Arena. Um cenário bem diferente daquele vivido pelos jogadores que perderam a primeira decisão do Campeonato Gaúcho de Juniores para o Inter por 5 a 2. O zagueiro e capitão Gérson, autor do segundo gol, revela que houve uma transformação no vestiário depois daquela partida:
_ É normal ser criticado depois de uma derrota. Mas não éramos o time do 5 a 2, sabíamos que podíamos mais. Agora que os resultados são positivos, estão nos elogiando. Faz parte do futebol. O importante é saber que você não é o pior na derrota e que deve sempre tentar melhorar mesmo quando está vencendo _ afirma.
A remontagem do time foi feita pela nova comissão técnica, que assumiu naquela mesma semana, mas tem influência de Vanderlei Luxemburgo. Segundo Mabília, ele orientou às categorias de base que mantenham a linha defensiva com quatro jogadores _ dois laterais e dois zagueiros no miolo de zaga. Dali para frente os treinadores têm a liberdade de armar a equipe como desejarem. Mabília mantém dois volantes fixos e varia o meio-campo, ora com três armadores e um centroavante, ora com um articulador e três avantes. A chave do sucesso defensivo, para o treinador, está na repetição da formação e a adequação do esquema às características do grupo.
_ O meu objetivo é formar jogadores campeões. A probabilidade de projetar atletas é muito maior se for em uma equipe vencedora. Eles crescerão pelo amadurecimento, pelo fator emocional envolvido nos jogos decisivos _ afirma Mabília.













