Aquele Millonarios pouco ambicioso visto dentro do Olímpico, mais preocupado em manter a posse de bola do que atacar, está muito longe da equipe ofensiva, que costuma empurrar o time adversário para dentro de seu próprio campo, quando atua no El Campín. Esta é a convicção do volante Fernando, que deu entrevista na noite desta segunda-feira, enquanto aguardava por sua mala no desembarque no movimentado aeroporto El Dorado, em Bogotá, onde os cães farejadores são vistos em todos os cantos.
Foi com atenção que os jogadores do Grêmio assistiram ao vídeo da derrota que eliminou o Palmeiras na fase de oitavas de final da Copa Sul-Americana. Em casa, o Millonarios ataca com velocidade pelos lados do campo e chuta a todo momento de fora da área, para tirar proveito da maior velocidade adquirida pela bola no ar rarefeito da altitude de 2,6 mil metros.
— Não é uma grande altitude, mas abafa um pouco, provoca algum cansaço — diz Fernando.
Ele fala com autoridade. Foi na Colômbia que Fernando atuou, em 2011, da decisão do Mundial sub-20, competição em que o Brasil derrotou Portugal e ergueu a taça.
A preparação do Grêmio também será importante, na avaliação de Fernando, para que os efeitos da altitude sejam minimizados.
— A viagem foi muito melhor do que a de Guayaquil (na partida contra o Barcelona, pela fase anterior). A logística foi muito bem feita e nos dá três dias de preparação e descanso até a partida — elogia o volante.
Fernando valoriza a vantagem obtida pelo Grêmio no primeiro jogo. Reconhece que ela é pequena, mas forçará o adversário a marcar três caso a equipe gaúcha saia na frente.
— Temos que começar o jogo nos impondo para complicá-los — orienta Fernando.
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