Um episódio ocorrido em 2008 anima o jurídico do Grêmio em relação ao julgamento de Marcelo Moreno, marcado para a próxima quinta-feira, no Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Condenados, naquele ano, a penas de 120 dias, três e oito jogos, respectivamente, Léo, Réver e Morales foram depois absolvidos na instância superior do tribunal.
Dia 7, julgado pela 3ª Comissão Disciplinar, Moreno pegou quatro jogos de suspensão por agressão a Rafael Sobis, do Fluminense, em jogo disputado no Engenhão, pela 31ª rodada. Beneficiado por efeito suspensivo, seguiu em condições de jogo até o julgamento do recurso pelo Pleno, o que ocorrerá nesta semana.
_ Não houve agressão. Ele apenas abriu o braço ao fazer a marcação. Talvez fosse caso para cartão amarelo. Em 2008, o Pleno entendeu que a suspensão dos três jogadores era uma barbaridade. Por que não pode entender o mesmo agora? _ opina o executivo-jurídico Gustavo Pinheiro.
Como não acredita que houve agressão, Pinheiro espera por desclassificação para ato de hostilidade ou jogada violenta, o que implicaria em pena mínima de um jogo. Neste caso, o centroavante poderia disputar o Gre-Nal 394, por ter cumprido a suspensão automática. Um último recurso, caso a suspensão se confirme, será propor uma pena alternativa ou punição financeira.
Como em 2008, a defesa será feita por José Mauro do Couto, advogado carioca que presta serviços ao Grêmio em julgamentos no Rio. Moreno, que recupera-se de tendinite no tornozelo esquerdo, não irá comparecer.
Além de Moreno, o técnico Vanderlei Luxemburgo ainda não sabe se poderá contar com Werley no clássico. Desde domingo, o zagueiro faz tratamento para lesão no tornozelo esquerdo. É o mesmo problema do atacante Kleber, outra dúvida para o jogo. A partir de hoje, os treinamentos no Olímpico serão com portões fechados.













