Nas alturas13/11/2012 | 11h39

Em meio a maratona de jogos, Grêmio faz pijama training a 2,6 mil metros

Time fará apenas um trabalho regenerativo para se adaptar a Bogotá

Enviar para um amigo
Em meio a maratona de jogos, Grêmio faz pijama training a 2,6 mil metros Lucas Uebel/Grêmio FBPA/Divulgação/
Luxemburgo ainda exalta vitória sobre o São Paulo no último domingo Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA/Divulgação
Luís Henrique Benfica

luis.benfica@zerohora.com.br

Será às 16h desta terça-feira (19h em Brasília) o primeiro treinamento do Grêmio em Bogotá. Nada mais forçado, apenas um trabalho inicial de adaptação à altitude da cidade, em que a temperatura, de dia, baixa às vezes para 8 graus. Uma espécie de pijama training a 2,6 mil metros de altitude.

Além do mais, mesmo que os jogadores não tenham demonstrado nenhum sinal de cansaço nas quase sete horas de viagem entre Porto Alegre e a capital colombiana, será preciso respeitar os limites físicos de um grupo submetido a intensa exigência nas últimas semanas.

Já sem dores musculares, o zagueiro Gilberto Silva, o armador Elano e o atacante Kleber deverão reforçar o time contra o Millonarios. Já com vaga matematicamente assegurada na pré-Libertadores e com chance real de obter colocação para a fase de grupos, o Grêmio, cada vez mais, passa a ter como foco encerrar 2012 com um título.

Mais do que encher de confiança o grupo, a vitória contra o São Paulo mostrou que é possível derrotar a equipe de Ney Franco também numa eventual semifinal da Sul-Americana. Nesse caso, seria preciso arrancar uma boa vantagem já na primeira partida. Com numeração inferior no sorteio realizado pela Conmebol, a equipe paulista disputaria a segunda partida em casa.

Na noite de segunda-feira, sentado no lobby do hotel com o empresário Marcos Lázaro, que comercializa os direitos de transmissão da Sul-Americana, e com o executivo Paulo Pelaipe, Vanderlei Luxemburgo ainda comentava a vitória de domingo. Suas palavras revelavam a emoção que a participação da torcida lhe causou.

— O que eu vi domingo eu via quando chegava ao Olímpico como treinador adversário. Eu precisava fazer uma preleção específica a meus jogadores para que eles não se sentissem intimidados pela força da torcida do Grêmio — contou, enquanto saboreava uma taça de vinho tinto, sua bebida preferida.

Para Luxemburgo, o maior mérito do Grêmio na partida foi anular a indiscutível qualidade técnica do São Paulo por força de uma marcação muito consistente no meio-campo.

— Liberei o Zé Roberto para jogar. E ele teve aquela atuação excepcional — destacou o treinador.

Siga zh_gremio no Twitter

clicRBS
Nova busca - outros