O comandante17/11/2012 | 16h05

Eduardo Pinto conta como transformará a Arena em máquina de faturamento

Presidente da empresa administradora do estádio fala sobre suas ideias para a casa gremista

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Eduardo Pinto conta como transformará a Arena em máquina de faturamento Tadeu Vilani/Agencia RBS
"A Arena vai ajudar o Grêmio a ter mais dinheiro", afirma Eduardo Pinto, gestor do estádio Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

A 20 dias da inauguração, o presidente da Arena Porto-Alegrense, empresa criada por Grêmio e OAS para administrar o novo estádio tricolor, já projeta os 20 anos da parceria. O mineiro Eduardo Pinto, 58 anos, fala com entusiasmo desmedido sobre o projeto, que julga o mais importante de sua carreira de engenheiro.

Com uma administração profissionalizada, protegida de mudanças políticas no Grêmio, a Arena promete se tornar uma máquina de alto faturamento para o clube e a OAS, que receberão, respectivamente, 65% e 35% de tudo o que for arrecadado pelo estádio – o que pode atingir R$ 100 milhões anuais. O conceito base do negócio é de que a estrutura seja utilizada durante 24h nos sete dias da semana, com atrações diferenciadas não só para torcedores, como também para empresários e investidores.

Os 134 camarotes no terceiro anel da Arena representam a “menina dos olhos”. O funcionamento será como uma espécie de condomínio, que deve abrigar um centro de desenvolvimento da Microsoft logo após a inauguração.

Serão escritórios para reuniões, a qualquer hora do dia, de seus locatários – que pagarão entre R$ 150 mil e R$ 300 mil anualmente e contarão com uma estrutura de primeira linha e serviços exclusivos de alimentação e estacionamento. Além, é claro, de assistir aos jogos do Grêmio no maior conforto.

— Os espaços estão sendo pensados para manter a Arena funcionando durante os 365 dias do ano. Vamos ter uma média de 36 jogos a cada temporada. Mas, em 2013, acho que vai ser um pouco mais, porque seremos campeões da Copa Libertadores — acredita Eduardo Pinto.

Além do condomínio no anel dos camarotes, a ideia é trazer serviços de referência para os outros níveis. Um dos projetos, conta Eduardo, é abrir uma megaloja de material esportivo. Outro, é contratar a melhor churrascaria do Brasil e instalá-la atrás de uma das goleiras.

— Queremos algo diferenciado, com qualidade, o melhor que existe. Quando pensarem em churrasco, o melhor de Porto Alegre estará na Arena — afirma Pinto.

Os atletas serão envolvidos na máquina de entretenimento do Humaitá.

— Queremos colocar sempre um jogador para receber as pessoas no vestiário. Ou colocar um goleiro para defender pênaltis batidos por torcedores — projeta Eduardo.

Outra fatia importante das receitas virá do marketing. A começar pelos naming rights (a associação de uma marca à nova casa gremista), que podem ser arrematados pelo Industrial and Commercial Bank of China (ICBC), que estaria disposto a injetar R$ 34 milhões anuais, incluindo o patrocínio máster da camiseta e um projeto maior de parceria.

A Arena será composta por diversos produtos para grandes, médias e pequenas marcas. Os anunciantes poderão nomear setores completos ou as entradas do estádio. As cadeiras gold centrais, por exemplo, podem ter um logo específico estampado. Já as que ficam atrás das goleiras podem exibir a imagem de outro patrocinador, e assim por diante.

— A Arena vai ajudar o Grêmio a ter mais dinheiro. Se o futebol estiver bom, a casa fica cheia e gera mais rentabilidade. Com o caixa reforçado, sobra para investir no futebol. Vira um ciclo positivo — finaliza.


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